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Capitalismo x socialismo, uma comparação problemática. Entenda.

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“ Há algum regime comunista- socialista em que haja uma democracia plena, com ordem e progresso? Há algum regime comunista-socialista em que o seu povo viva bem social- democraticamente e financeiramente? ” Essas são perguntas recorrentes, com algumas variações, feitas por simpatizantes/beneficiários (reais ou imaginários) do sistema capitalista-liberal em contraposição àquilo que eles imaginam ser o comunismo/socialismo na prática. Eu entendo que as façam. Nós, do Ocidente, estamos acostumados a ter como ideia de mundo, desde que nascemos, um capitalismo maravilhoso, justo e meritocrático, enquando “do lado de lá” só há totalitarismo, sofrimento e miséria. Mas existem duas questões importantes, no mínimo, que deixam a comparação um tanto problemática. Geralmente se levanta a questão do bem estar nas sociedades capitalistas. Bem, primeiro, lembremos como eram os países capitalistas na Europa no século XIX, quando o capitalismo se consolidou de vez: trabalhadores esgotados, trabalhando ...

Cerveja brasileira: quem define o nosso paladar?

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Eis um aparente dilema: é o consumidor que define o que a indústria fornece ao consumo, ou nossos gostos são induzidos e por isso consumimos tal ou qual produto disponível? Uma pista para entendermos como isso funciona está na história. Pra isso vamos lembrar do homem que praticamente inventou o consumismo. O famoso pai da psicanálise, Sigmund Freud, tinha um sobrinho chamado Edward Bernays . Se o tio consagrado usou a psicologia para entender e ajudar os homens de sua época, o sobrinho usou-a para o “mal”: seduzir as pessoas para o consumo. Na década de 20, não era comum ver mulheres fumando. Cigarro era coisa de homem. De olho nessa importante fatia do mercado, a indústria do tabaco contratou Bernays para fazer com que as mulheres passassem a fumar, como um tipo de “desafio ao poder” masculino, símbolo da liberdade da mulher. A propaganda foi um sucesso. E então chegamos na nossa cerveja. Tem sido cada vez mais divulgado que a nossa cerveja brasileira não é bem uma cerveja. Cerveja d...

“Haters” e “Trolls” saíram da internet para a vida real no Brasil

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Já é bastante conhecido o fenômeno mundial de pessoas que usam os espaços destinados a comentários em sites e blogs da internet para destilar ódio e preconceito (os chamados haters em inglês, de hate = ódio) e provocações para irritar as pessoas por puro divertimento pessoal (os trolls ). Antes restritos aos impessoais e anônimos espaços virtuais da rede mundial de computadores, esse fenômeno parece ter chegado na vida real. Na verdade, o correto seria dizer que a internet apenas ajudou a colocar pra fora aquilo que já estava lá, na sociedade, de forma oculta, dissimulada, (às vezes nem tanto) coisas como a homofobia, o racismo, o preconceito de religioso para religioso de outra vertente, o ódio de classe refletido no ódio ao PT (esse, então, um fenômeno curioso, porque atinge até quem é da classe trabalhadora e pensa com a cabeça da classe média). A internet é violenta porque somos um país violento, de base patriarcal, autoritária, militarista. A violência está no nosso cotidiano ...

Um ótimo ano novo a todos!

2016 chegou e, com ele, vieram algumas reformulações no nosso Panorâmica Social . O conteúdo crítico que o leitor se acostumou a ver aqui continua o mesmo. Mas agora com mais frequência de postagens, domínio próprio e layout renovado. Tudo para começar o ano de forma promissora, transmitindo mais credibilidade e precisão nas nossas informações. O autor deste blog deseja a todos os amigos e leitores um ano novo de muito sucesso e saúde, e que continuem prestigiando com sua presença este cantinho feito exatamente para vocês! Um grande abraço, Almir Albuquerque

Uma sugestão a Geraldo Alckmin: proponha um processo de Impeachment a si mesmo

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Em meio ao conturbado momento político por que passa o Brasil, diversos governadores foram manifestar seu apoio à presidenta Dilma Rousseff contra o descabido processo de Impeachment. Menos, como era de se esperar, o de São Paulo, Geraldo Alckmin , que enxerga na tentativa de impedimento da Dilma uma chance de chegar ao governo federal por vias tortuosas. Aliás, em se tratando de criar mecanismos escusos para manobrar nas regras da democracia, o governador paulista é mestre. Desde que assumiram essa atual legislatura há quase um ano, os deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), em sua grande maioria aliados do governador, vêm criando obstáculos para a investigação dos diversos desmandos, das enormes evidências de corrupção, recebimentos de propinas, favorecimentos de empresas, incompetência administrativa, e outras acusações graves contra Alckmin. Uma das táticas utilizadas pelos nobres asseclas do governador é abrir diversas CPIs sem pretensão de investigação séria, ...

Impeachment: em vez de “tiro no pé”, Cunha fez jogada de mestre

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Militantes, partidários do governo e blogueiros engajados já comemoram antecipadamente o pedido de Impeachment acolhido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha do PMDB-RJ, contra a presidente da República, Dilma Rousseff. Alguns afirmam que o processo de Impeachment foi bom para a Dilma (!?) pois dará a possibilidade dela esclarecer à população sua conduta até aqui ilibada – ignoram porém, o desgaste que tal necessidade de diversas explicações poderia causar; outros, mais afoitos, dizem que Eduardo Cunha gastou sua última bala, pois a tese das “pedaladas fiscais” que justificariam o Impeachment passou incólume na aprovação das contas pelo governo. Além disso, segundo eles, o crime de responsabilidade fiscal não poderia recair sobre a presidente e sim sobre algum secretário do segundo escalão da Economia. Bom, Eduardo Cunha pode ser tudo e mais um pouco do que anda sendo acusado, com provas e tudo mais, mas não é tolo, e já mostrou que entende desse tal negócio de p...

Escolas de São Paulo: como as instituições burguesas tratam protestos de forma “democrática”

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Pairando acima do cidadão paulista, o Estado, essa superestrutura que tem o dever de prover, entre outras responsabilidades, a Segurança Pública e a Educação. Por ocasião de uma medida autoritária que mexe com a vida de milhares de pessoas que não foram consultadas, o governo deste Estado, no poder há 20 anos pelo mesmo partido, decide reorganizar as escolas. Os alunos protestam, como protestariam em qualquer sociedade dita democrática. A falência da Educação faz entrar em ação o aparato militar. O Brasil é um país democrático (não riam) e espera-se que um protesto espontâneo e pacífico de ocupação das escolas pelos alunos suspenda até segunda ordem a decisão de realocar alunos para outros colégios. Abrir-se-ia assim um canal de discussão entre governo, alunos, pais, diretores e os demais responsáveis, para encontrar uma solução negociada. No entanto, o governo de São Paulo, cujo partido tem a social-democracia no nome e o neoliberalismo na ideologia, publica autoritariamente o decre...

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