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Rio de Janeiro e Bonn: duas ex-capitais, dois destinos diferentes

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Rio e Bonn, duas cidades, duas realidades A Cidade Maravilhosa , como é carinhosamente conhecida, tem uma história interessante e complexa. Hoje a cidade completa 459 anos, e a sensação de muitos cariocas é que a cidade cresceu e melhorou em muitos aspectos, mas, no entanto, oferece grandes desafios para o bem-estar de seus cidadãos. Fundação e História Em 1º de março de 1565 , o capitão português Estácio de Sá lançou os fundamentos da cidade que fora incumbido de criar na B aía de Guanabara - o Rio de Janeiro . O nome São Sebastião foi uma homenagem ao então rei de Portugal, D. Sebastião I . A missão de fundar a cidade estava relacionada à luta entre portugueses e franceses pelo domínio daquela região 1 2 3 . O Rio de Janeiro foi capital do Império e, posteriormente, da República até 1960 , quando Brasília assumiu esse papel. A mudança da capital trouxe consigo uma série de desafios e impactos para o Rio. Problemas Socioeconômicos Pós-Capital A fusão do Rio de Janeiro com a Gu...

O Holocausto como monopólio e trunfo dos sionistas.

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Judeus durante o Holocausto nazista (fonte:CNN) E sta semana começou com uma grande polêmica internacional entre Brasil e Israel , depois que Lula teve a impertinência , para uns, e a coragem , para outros, de comparar o genocídio covarde que estamos assistindo na Faixa de Gaza provocada por judeus, com o Holocausto histórico do qual os próprios judeus foram vítimas. Mas por que, 10 anos depois de seu então gabinete político dizer que o Brasil era um anão diplomático , o Primeiro Ministro sionista Benjamim Netanyahu ficou tão indignado a ponto de dizer que Lula "cruzou a linha vermelha"? A comparação proibida Porque Lula ousou mencionar o Holocausto fora do contexto pretendido pelos sionistas. Durante décadas, a propaganda e o lobby sionistas foram muito competentes em emplacar a narrativa de que somente os judeus foram vítimas de um grande genocídio na história da Humanidade. Mais do que isso, transformaram o Holocausto numa cartada lançada à mesa como chantagem à opin...

Brasil corre o risco de virar o grande fazendão de bananas do mundo

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  M uitas pessoas podem acreditar que a rápida marcha rumo à desindustrialização por que vem passando o Brasil é um processo natural e até desejável, numa época que alguns cientistas sociais vêm chamando de era pós-industrial .  No entanto, a perda de nossas fábricas e de várias multinacionais que aqui produziam nos últimos anos é algo muito grave, que tem causa na falta de estratégia nacional e política econômica equivocada, resultando na perda de importância e competitividade da nossa economia perante o mercado mundial, nos deixando também mais longe dos países desenvolvidos e do próprio futuro, realçando nossa velha vocação de grande fazendão do mundo, mero produtor de matérias-primas.  No entanto, as explicações das causas desse processo variam bastante, e são, muitas vezes, contraprodutivas , cretinas e tendenciosas . Vamos começar por essas.  Ontem o jornal O Globo publicou, na sua edição impressa, uma reportagem sobre a fuga de multinacionais do país. Ao tod...

Os povos da América Latina mostram de novo: só os golpes da direita refreiam o seu destino

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  Ex-presidentes progressistas da América do Sul O s povos da América Latina reagem aos golpes que tentam frear mais uma vez a natural propensão da região a políticas de esquerda. A vitória de Lucho Arce na Bolívia é apenas o exemplo mais recente de que, respeitadas as regras eleitorais e jurídicas criadas pela própria democracia burguesa, o povo da América Latina, de modo geral, quer as políticas de esquerda no poder, e isso não é de hoje. E quando estas mesmas regras não são respeitadas, o povo vai às ruas exigir seus direitos violados, como no Chile. Desde a segunda metade do século XX essa tendência, no entanto, quanto mais crescia, mais era refreada pela oposição conservadora capitalista dos diversos países da região, com o apoio, já mais do que documentado, dos Estados Unidos, que se utilizam de várias estratégias criminosas e dos aparelhos à sua disposição para impedir tal movimento à esquerda. Se, no século XX, durante o advento da Guerra Fria, as frações locais cooptadas p...

Resenha: O Brasil não cabe no quintal de ninguém

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Ilustração da capa do livro de Paulo Nogueira R ecentemente, em entrevista ao portal 247 , o economista Paulo Nogueira Batista Júnior foi perguntado sobre o título de seu mais novo livro: " O Brasil não cabe no quintal de ninguém ".  Por conta do momento, eu diria, mais subserviente, adulador e capacho de um governo brasileiro ao imperialismo estadunidense como jamais visto, o seu editor perguntou brincando, segundo o relato do autor, se aquele não seria um título mais cabível a um livro de ficção .  E pensar que, menos de 10 anos atrás, era tudo muito diferente... É esta a sensação que revivemos ao lermos o citado livro de Paulo Nogueira, que nos mostra o momento de um Brasil grande, respeitado, de cabeça erguida perante o mundo, credor do FMI e motor dos BRICS. Paulo fora diretor executivo da cadeira brasileira do Fundo Monetário Internacional durante o segundo mandato do presidente Lula e o primeiro da Dilma, tendo participado de discussões de reformas importantes na inst...

"Alfred Rosemberg" do bolsonarismo, Olavo fez que foi e acabou ficando no governo

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Olavo de Carvalho recebeu um bagarote do velho da Havan e mudou de ideia T erminei recentemente de ler um livro, O Diário do Diabo , de David Kinney e Robert K. Wittman, que conta, na primeira parte, da saga do diário que Alfred Rosenberg , o ideólogo do nazismo, manteve durante os anos de III Reich, e que durante muito tempo tinha seu paradeiro desconhecido. A seguir, o livro conta a história do advogado judeu que fugiu da Alemanha nazista, foi parar nos Estados Unidos e por conta de uma perseverança ferrenha, acabou se tornando o promotor representante estadunidense no Tribunal de Nuremberg, ajudando a condenar diretamente seus antigos algozes. Rosenberg pagou por seus crimes sendo enforcado, mas o que nos interessa aqui foi como ele se tornou o ideólogo de uma doutrina assassina e insana. Germânico estoniano, foi para Munique logo após o final da Primeira Guerra, momento exato em que as conjunturas estavam reunindo um bando de insanos, ressentidos, bêbados, veteranos d...

Caso 3M: quando uma transnacional pode desafiar o Estado mais forte do mundo

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D urante muito tempo, a força dos Estados nacionais era incontestável no mundo que começou a emergir junto com a Revolução Francesa . No entanto, naqueles fins de Segunda Guerra Mundial , no século XX, eles começaram a experimentar um declínio que é, hoje, explícito perante os nossos olhos. Trump e a 3M Em tempos de pandemia mundial como a que estamos vivendo, coube ao presidente do Estado mais forte e poderoso do último século no mundo — os Estados Unidos — evocar uma lei nacional dos anos 50, a Lei de Produção para a Defesa, ou " P Act ",  para obrigar empresas privadas, como as de automóvel, a produzir respiradores mecânicos e uma outra, a 3M , a parar de exportar máscaras hospitalares para o Canadá e a América Latina, para beneficiar o estadunidense local. De todas as famosas empresas automobilísticas estadunidenses, apenas a GM parece disposta a acatar o pedido de Donald Trump; já a 3M declarou abertamente que não vai cumprir a determinação, coisa impens...

Estátua de bronze de 80 toneladas homenageia o soldado soviético em Rjev

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Monumento será inaugurado este ano na Rússia U ma história pouco conhecida dentre os heroicos combates soviéticos durante a Segunda Guerra Mundial, a Batalha de Rjev , que ceifou a vida de 1,1 milhão de soldados russos, vai ganhar um monumento em sua homenagem. Uma gigantesca estátua de bronze de 80 toneladas será inaugurada nas margens da rodovia que liga Moscou à Letônia. A Batalha de Rjev ocorreu na região entre 1942 e 1943, quando o Exército Vermelho partiu para a ofensiva para expulsar os invasores alemães que até então faziam um cerco nas portas de Moscou, conhecido como " moedor de carne de Rjev ", tamanho número de mortes de soldados que ocorreu em pouco tempo. Sem dúvidas, a inauguração de tamanho monumento faz parte da crescente nostalgia que abrange dois terços dos russos com relação à União Soviética. A queda do socialismo real naquele país se deu de forma abrupta, um movimento de bastidor que não contou com o apoio imediato da população no final do ...

O atentado de Trump contra o Irã do ponto de vista das mídias ocidentais

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O ano de 2020 começa prometendo, e de forma preocupante. Pois aquele governante que tem a imagem internacional de mantenedor da ordem e da paz mundiais, foi justamente quem provocou um atentado terrorista de Estado contra o comandante militar de outro país. Donald Trump autorizou o ataque de mísseis que matou o general iraniano Quasem Soleimani no último dia 3, em Bagdá, Iraque. A partir de então, o mundo entrou em estado de alerta contra uma possível Terceira Guerra Mundial . O Irã não é apenas mais um país qualquer do Oriente Médio que detém a quarta maior reserva de petróleo do mundo; ele é aliado de dois pesos-pesados da geopolítica internacional: China e Rússia. Não é difícil prever uma escalada de ataques que desemboque realmente numa guerra global. O Irã possui meios de retaliar os Estados Unidos no Oriente Médio, bastando pra isso atacar algumas das dezenas de bases militares estadunidenses na região, provocando novo contra-ataque ianque, ao ponto em que alguns dos ...

Bolívia: extrema-direita + cristãos: golpe

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Luis Fernando Camacho (centro) junto a policiais e apoiadores do golpe D ia 30 de setembro de 2019: Evo Morales , então presidente da Bolívia, testa um carro elétrico cem por cento produzido naquele país, uma façanha que simboliza o momento econômico altamente positivo por que passa o país sob seu comando. Dia 10 de novembro: Fernando Camacho , líder do movimento golpista que ora irrompe no país vizinho, adentra o Palácio de Governo e sobre a bandeira boliviana abre uma bíblia. Não chega a ser grande novidade que a extrema-direita de qualquer país ocidental lance mão do cristianismo como arma reacionária contra povos nativos, pobres e periféricos. O que ainda causa espanto é que discutir a participação de católicos e evangélicos em movimentos racistas e xenófobos ainda seja um grande tabu entre as esquerdas, inclusive na Academia. Por que caiu Evo Morales? Certamente não foi por crise econômica. Precisamos enxergar mais um golpe na América Latina através de um contexto maio...

Mercado livre só pros outros: por que o Brescia conseguiu levar Batotelli

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Mesmo com menor poder financeiro, Brescia vence disputa com Flamengo e leva Mario Balotelli R ecentemente, o Clube de Regatas do Flamengo chamou a atenção do mercado internacional de negociação de jogadores pela sua grande capacidade de investimento. Depois de fazer algumas grandes contratações no mercado interno, como do uruguaio De Arrascaeta e do zagueiro Rodrigo Caio , pagou alguns milhões de euros para repatriar jovens jogadores como Vitinho e Gerson  direto da Europa. Mas a capacidade de contratar do rubro-negro foi ainda mais longe, a ponto de negociar recentemente a vinda da estrela do futebol internacional Mario Balotelli . No entanto, apesar de ter a melhor oferta do rubro-negro carioca, o jogador decidiu ir jogar no modesto Brescia da Itália, ganhando apenas 30 por cento do que ganharia no clube carioca. A princípio, questões pessoais foram dadas como justificativa pela escolha do jogador, como por exemplo, voltar à cidade onde cresceu, o que seria compr...

Bolsonaro vai perder a chance de entrar num museu pela primeira vez na vida

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Pressão de funcionários e pessoas influentes funciona, e museu de Nova Iorque veta homenagem a Bolsonaro em suas dependências J air Bolsonaro não vai passar " Uma noite no museu ", como no filme hollywoodiano . Se, por um lado, os novaiorquinos perderão a chance de ver pessoalmente um espécime humanoide pouco mais desenvolvido do que um neandertal em carne e osso no Museu Americano de História Natural (AMNH na sigla em inglês), por outro serão poupados do constrangimento de abrigar, num dos maiores templos mundiais da ciência, um negacionista , crente em teorias conspiratórias imbecis de internet e difusor de fake news . Foi tamanha a pressão, de dentro e de fora do museu, para que o evento, que seria sediado no prédio, fosse cancelado, que funcionou. Esta semana os diretores do museu anunciaram que o jantar que a Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos faria no local em homenagem ao presidente brasileiro teria que ocorrer em outro local. A desculpa apresentada...

Mundo conhece Bolsonaro e reações vão de surpresa a decepção

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A participação de Bolsonaro em Davos provocou diversas reações negativas entre jornalistas e especialistas em diplomacia no mundo.  Bolsonaro almoça sozinho em Davos. O retrato de alguém que ninguém quer por perto D esde ontem, com sua participação esdrúxula no Fórum de Davos , o mundo passou a conhecer melhor o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro . E ele não decepcionou. Quer dizer, decepcionou muito, mas foi exatamente aquilo que as pessoas estavam esperando: um fiasco . E isso ficou bastante claro nas manchetes dos principais jornais do mundo hoje, resumido na descrição " big fail " (ou " grande fracasso " em tradução livre). Nunca um político discursou por menos do que 10 minutos. Bolsonaro resumiu o seu em apenas 6. Não que não tivesse muitas dúvidas a esclarecer aos participantes, mas, no entanto, escolheu falar pouco para errar o mínimo. E ainda assim errou bastante. O mercado financeiro , o grande anfitrião de Davos , reagiu de forma negativa, e o...

Brasil de Bolsonaro inaugurará inédito fascio-capitalismo

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H oje começa uma nova era para o Brasil. Pela segunda vez, e não pela primeira, como se tem dito por aí — se levarmos em conta a ditadura varguista do Estado Novo — o país experimentará um governo de extrema-direita . E o que isso significa? Vamos ter alguma ideia logo mais, no discurso de posse do presidente Jair Bolsonaro . Mas em linhas gerais, haverá uma reação governamental a conquistas dos chamados grupos minoritários nos últimos 15 anos, que incomodaram bastante as classes médias. Além disso, soluções violentas para combater a violência, bem do feitio desses grupos demagógicos. No entanto, pelo menos em um aspecto, o governo que beira o fascismo que está por vir tem uma característica especial. Vamos aos detalhes históricos primeiro. Nazistas e fascistas anticapitalistas Quando Mussolini e Hitler chegaram ao poder, respectivamente na Itália e na Alemanha, tanto estes ditadores quando grande parte da população de seus países tinham uma clara rejeição ao liberalismo ,...

Embraer: classes dominantes brasileiras querem o Brasil como eterna colônia

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KC-360, um orgulho nacional que será sabotado com a fusão da Embraer com a Boeing P ara alguns países, não existe muita alternativa. Por conta do seu tamanho diminuto, sua população inexpressiva ou território com falta de recursos importantes, o protagonismo mundial não está na agenda. Para estas nações, a dependência é uma realidade difícil de superar. Mas existem outras nações com uma segunda alternativa. Justamente por conta da dinâmica de suas economias, de um mercado interno formado por uma grande população, vasto território repleto de recursos naturais, os governos desses países poderiam finalmente se livrar do opressivo assédio provocado por outros países. Poderiam, elas próprias, investir em si mesmas, confiando na sua força e no seu orgulho. Por que muitos desses países, ao contrário, preferem a eterna submissão aos interesses estrangeiros como se pequenos fossem? É o caso, infelizmente, do nosso país. Certamente por conta do nosso passado colonial, quando a depe...

Christopher Hitchens e o infame trotskismo

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C hristopher Hitchens (1949-2011) era um escritor de colunas sobre variedades na esnobe revista Vanity Fair , quando começou a angariar fama na internet por conta de seus debates sobre religião em palestras e conferências gravadas em vídeo. Concentrado na defesa do ateísmo , com um vasto cabedal cultural e uma inteligência mordaz, geralmente conseguia colocar todos os adversários na lona, e assim foi ganhando sua fama. Eu, no entanto, só passei a conhecê-lo quando me deparei com seu maior best-seller numa feira de livros, em 2010: " Deus não é grande ", uma obra que mistura religião, cultura e política de uma forma cativante, com uma especial crítica ao fundamentalismo islâmico . Foi nesta ocasião que eu passei a acompanhar seu trabalho, muito mais pelo viés do ateísmo que compartilhamos do que pelas suas visões políticas, que já eram um tanto contraditórias há quase 10 anos. Já então, Hitchens deixava claro que era um ex-militante de esquerda na juventude, m...

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