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Mostrando postagens com o rótulo economia

Rio de Janeiro e Bonn: duas ex-capitais, dois destinos diferentes

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Rio e Bonn, duas cidades, duas realidades A Cidade Maravilhosa , como é carinhosamente conhecida, tem uma história interessante e complexa. Hoje a cidade completa 459 anos, e a sensação de muitos cariocas é que a cidade cresceu e melhorou em muitos aspectos, mas, no entanto, oferece grandes desafios para o bem-estar de seus cidadãos. Fundação e História Em 1º de março de 1565 , o capitão português Estácio de Sá lançou os fundamentos da cidade que fora incumbido de criar na B aía de Guanabara - o Rio de Janeiro . O nome São Sebastião foi uma homenagem ao então rei de Portugal, D. Sebastião I . A missão de fundar a cidade estava relacionada à luta entre portugueses e franceses pelo domínio daquela região 1 2 3 . O Rio de Janeiro foi capital do Império e, posteriormente, da República até 1960 , quando Brasília assumiu esse papel. A mudança da capital trouxe consigo uma série de desafios e impactos para o Rio. Problemas Socioeconômicos Pós-Capital A fusão do Rio de Janeiro com a Gu...

Comparando as políticas e os Preços do Arroz: Governo Bolsonaro vs. Governo Lula

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  O arroz tá caro. Culpa do Lula? O preço do arroz , um alimento básico na mesa dos brasileiros, tem sido motivo de debates rancorosos nos últimos tempos. A claque bolsonarista da internet tem provocado os defensores do atual governo, com menções à alta no preço do alimento. Vamos analisar como o valor desse produto básico na mesa do brasileiro se comportou durante os quatro anos de governo Bolsonaro, para mostrar que os bolsominions não tem nenhuma razão. As razões por trás da alta atual do preço desse item têm relação com as políticas neoliberais do governo Bolsonaro. 1. Preço do Arroz no Governo Bolsonaro (2019-2022) Ano a Ano: 2019 : No início do governo Bolsonaro, o preço do arroz já apresentava sinais de aumento. A inflação dos alimentos subiu, em média, 57% , um percentual bem acima dos 30% da inflação geral do período 1 . O arroz teve uma alta de 24,54% na comparação com o ano anterior 2 . 2020 : Durante o ano de 2020, o preç...

Por que ocultam o debate da obsolescência programada no tema ambiental

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A extinção humana é iminente nesse sistema capitalista destrutivo A obsolescência programada é um fenômeno que permeia nossa sociedade de forma negativa, através do incentivo massivo do consumo de bens industrializados. Porém, raramente paramos para refletir sobre suas implicações. Vejamos como esse tema se relaciona de maneira controversa na perspectiva do Direito Ambiental brasileiro , observando sua legalidade e impacto no meio ambiente. O que é Obsolescência Programada? A obsolescência programada, também conhecida como obsolescência planejada, refere-se ao design deliberado de produtos para que sua vida útil seja reduzida. Isso significa que, em vez de criar bens duráveis e resistentes, as empresas muitas vezes optam por fabricar produtos que se tornam obsoletos rapidamente.  Vance Packard  descreve três formas pelas quais um produto pode se tornar obsoleto: função, qualidade e estilo 1 . Essas categorias nos ajudam a entender como a obsolescência é introduzida no merca...

Flamengo, austeridade e FMI

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  Eduardo Bandeira de Mello eleito presidente. (Fonte: Gazeta do Povo) D urante boa parte dos anos 80 até 2013, o Clube de Regatas do Flamengo foi associado a uma completa desorganização financeira, como a maioria dos outros clubes do futebol brasileiro.  Gastos acima das receitas, dívidas astronômicas, risco de insolvência, ameaça de penhoras a patrimônio imóvel, centenas de processos trabalhistas por falta de pagamento de salários a jogadores são algumas peças que compõem esse cenário triste, resumido na célebre frase do ex-jogador Vampeta: " eles fingem que me pagam e eu finjo que jogo ". Até que em 2013, um grupo de sócios ligados ao mundo financeiro e empresarial se juntou para mudar este quadro calamitoso, vencendo as eleições do clube naquele ano. A partir daí, seria colocada em prática uma operação de resgate da credibilidade do clube através do pagamento das dívidas, conseguida com bastante sacrifício do clube e de muita paciência da torcida, que aguardou durante se...

Inacreditável. Cientista política diz que discurso de posse de Lula revela o "nós contra eles"

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  Discurso de posse de Lula no Congresso Nacional. Fonte: Record TV P ouco tempo atrás, eu enviei no whatsapp um vídeo de um dos maiores especialistas em Coreia Popular no Brasil, o professor e pesquisador Lucas Rubio , a um jovem amigo crítico da experiência norte-coreana — cuja incipiente visão política flertava fortemente com o anarco-capitalismo.  Esperava que o referido jovem pudesse reconhecer algumas das realizações da revolução naquele país asiático e revisse alguns dos seus pontos de vista bastante negativos.  O que eu recebi de volta, em breves comentários, foi uma surpresa. E me esclareceu perfeitamente as barreiras que nossas opiniões, pré-formadas durante anos, exercem na aquisição de novas informações que venham a confrontar aqueles pré-conceitos.  Esperava, especialmente, que este meu amigo " ancap " se encantasse com o fato da Coreia Popular não cobrar impostos dos seus cidadãos desde 1974 . Afinal, não é a crítica aos impostos uma das maiores bande...

Vivendo uma rotina de violência, carioca recorre à sua única arma: o sarcasmo

A irreverência do carioca em situações desfavoráveis é conhecida desde, pelo menos, a chegada da família real portuguesa na cidade, em 1808. Naquela ocasião, o Rio de Janeiro contava apenas com 50 mil habitantes, convivendo já com graves problemas estruturais.  Do dia para a noite, Dona Maria, Dom João e sua recém-chegada corte  acrescentaram um contingente extra de 15 mil almas na cidade, que precisavam ser alocadas em residências imediatamente. Devido à falta de moradas disponíveis, a metrópole estabeleceu compulsoriamente as casas que os moradores locais deveriam abandonar para receber os portugueses. Era pintado um PR (" Príncipe Regente ") nas portas destas casas, indicando quais deveriam ser disponibilizadas. Mas, entre o populacho, começou a circular o rumor que esta sigla significava, na verdade, " Ponha-se na Rua ", um típico exemplo de como a ironia ajudava a aliviar, de alguma forma, o sofrimento imposto.  As décadas seguintes, porém, assistiram a uma in...

Enzo Celulari, Felipe Neto e o consumo de carne no Brasil

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D eu o que falar a notícia de que o consumo de carne bovina no Brasil caiu a níveis de 1996, o ano em que o Conab ( Companhia Nacional de Abastecimento , órgão que oferece ao governo informações detalhadas sobre a produção agropecuária nacional, por meio de levantamentos de previsão de safras, de custos de produção e armazenagem, etc.) começou a série histórica.  Ano passado, a média de consumo de carne bovina por habitante foi de 26,4 kg, cerca de 14 por cento a menos do que no ano anterior. Alguns setores da população começaram a especular, de forma polêmica, sobre quais teriam sido os reais motivos desta queda. Dentre estes, o filho de Claudia Raia e Edson Celulari, Enzo , "empreendedor social", se destacou no twitter, ao considerar se a diminuição não era em decorrência de alguma suposta tendência lúcida do consumidor à causa vegana:  A partir de então deu-se a celeuma na internet. De um lado, aqueles que criticaram a falta de senso de realidade do filho dos atores fam...

Quanto vale a vida no Brasil

Q uanto vale a vida de um escravo? Um escravo é um não-sujeito , um trabalhador compulsório, uma ferramenta que funciona em favor de terceiros, que pode ser trocada, descartada por outra ferramenta .  Até maio de 1888, uma pequena elite de colonizadores se utilizou dessas "ferramentas" para prosperar no Brasil, um mero objeto descartável com uma média de duração de 7 anos, que podia ser substituída no mercado por outra, indefinidamente.  Até que, aos poucos, o sistema econômico mundial foi modificando, a escravidão já não era tão vantajosa assim, de modo que o trabalho assalariado se tornou a forma de trabalho predominante, e hoje, teoricamente , substituiu o trabalho compulsório.  O Brasil teve a sua abolição tardia da escravidão, de maneira que ainda não é possível vencer a força de mais de 300 anos de trabalho escravo na mentalidade das elites neste país, cujas raízes profundas estão nas fundações da nossa sociedade até hoje. A segunda grande iniquidade contra os ex-es...

Churrascão das Forças Armadas e o Brasil saqueado

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F arinha pouca, meu pirão primeiro. Com este singelo ditado popular, podemos resumir perfeitamente a atitude das classes dominantes, representadas em diversos setores das instituições nacionais, quando a crise econômica ameaça colocar em risco seus privilégios históricos.   Temos um exemplo bem recente para ilustrar (calma que ainda não é o das Forças Armadas).  A ingênua "conciliação de classes" do PT Os governos do PT se sustentaram numa espécie de pacto de classes, que funcionou muito bem enquanto a economia pujante permitiu que Lula , e depois Dilma , pudessem promover um tímido programa de distribuição de renda aos mais pobres, enquanto mantinham intocados os privilégios dos ricos. Mas bastou a crise atingir as finanças do país para que estas mesmas classes dominantes rompessem o pacto, derrubassem o governo sem o menor pudor, para instaurar medidas de austeridade que visassem frear a ação do governo no tocante à ascensão dos mais pobres. Era preciso resguardar suas...

Brasil corre o risco de virar o grande fazendão de bananas do mundo

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  M uitas pessoas podem acreditar que a rápida marcha rumo à desindustrialização por que vem passando o Brasil é um processo natural e até desejável, numa época que alguns cientistas sociais vêm chamando de era pós-industrial .  No entanto, a perda de nossas fábricas e de várias multinacionais que aqui produziam nos últimos anos é algo muito grave, que tem causa na falta de estratégia nacional e política econômica equivocada, resultando na perda de importância e competitividade da nossa economia perante o mercado mundial, nos deixando também mais longe dos países desenvolvidos e do próprio futuro, realçando nossa velha vocação de grande fazendão do mundo, mero produtor de matérias-primas.  No entanto, as explicações das causas desse processo variam bastante, e são, muitas vezes, contraprodutivas , cretinas e tendenciosas . Vamos começar por essas.  Ontem o jornal O Globo publicou, na sua edição impressa, uma reportagem sobre a fuga de multinacionais do país. Ao tod...

A hipocrisia de Luciano Huck

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Apresentador lembrou só agora que também é a favor da taxação de grandes fortunas R ecentemente o presidenciável Ciro Gomes foi na internet dizer aquilo que ele já vem dizendo há bastante tempo: a necessidade do Brasil taxar heranças e grandes fortunas para arrecadar receita, no momento em que o acéfalo presidente não sabe o que fazer. O Brasil é praticamente um paraíso fiscal para os ricos desse país, que usufruem de seus bens e suas riquezas sem pagar praticamente nenhum tributo sobre eles, ao contrário de países muito mais liberais que o Brasil ao redor do mundo. E recentemente tem havido uma campanha para que o Brasil se ajuste às melhores práticas tributárias que vigoram nos países capitalistas, sendo o próprio Ciro um dos maiores defensores dessas taxações: - Imposto sobre heranças. EUA cobram 40%, o Brasil cobra 4%.  - Um trabalhador de aplicativo paga IPVA da moto, enquanto Luciano Huck e João Dória, que compraram jatinho subsidiado com dinheiro público, não pagam IPVA do...

A depreciação do real e do Real

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  Preços da soja disparam para o consumidor Q uando um governo incita a controvérsia, a mentira e a dúvida, fazendo pouco caso da verdade, depreciando o real , nós já alertávamos que o dólar alto iria favorecer as exportações do agronegócio brasileiro, com a contrapartida negativa de prejudicar o mercado interno. Agora a coisa foi tão descarada, que ministério da economia dirigido pelo vendilhão  Paulo Guedes quer vender a ideia da depreciação do Real como algo positivo para todo o país, algo até planejado e não fruto da obsoleta ideologia neoliberal que reina neste governo. Com a cotação do dólar a R$5,50 neste dia 13 de outubro e com um constante viés de alta que já dura vários meses, os latifundiários brasileiros resolveram mirar no sedutor mercado internacional, desabastecendo as prateleiras dos nossos supermercados, assim atingindo dois coelhos: primeiro, vender carne e cereais a dólar e euro no exterior, ganhando muito na conversão; e também apostando nas velhas leis d...

Resenha: O Brasil não cabe no quintal de ninguém

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Ilustração da capa do livro de Paulo Nogueira R ecentemente, em entrevista ao portal 247 , o economista Paulo Nogueira Batista Júnior foi perguntado sobre o título de seu mais novo livro: " O Brasil não cabe no quintal de ninguém ".  Por conta do momento, eu diria, mais subserviente, adulador e capacho de um governo brasileiro ao imperialismo estadunidense como jamais visto, o seu editor perguntou brincando, segundo o relato do autor, se aquele não seria um título mais cabível a um livro de ficção .  E pensar que, menos de 10 anos atrás, era tudo muito diferente... É esta a sensação que revivemos ao lermos o citado livro de Paulo Nogueira, que nos mostra o momento de um Brasil grande, respeitado, de cabeça erguida perante o mundo, credor do FMI e motor dos BRICS. Paulo fora diretor executivo da cadeira brasileira do Fundo Monetário Internacional durante o segundo mandato do presidente Lula e o primeiro da Dilma, tendo participado de discussões de reformas importantes na inst...

Caso 3M: quando uma transnacional pode desafiar o Estado mais forte do mundo

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D urante muito tempo, a força dos Estados nacionais era incontestável no mundo que começou a emergir junto com a Revolução Francesa . No entanto, naqueles fins de Segunda Guerra Mundial , no século XX, eles começaram a experimentar um declínio que é, hoje, explícito perante os nossos olhos. Trump e a 3M Em tempos de pandemia mundial como a que estamos vivendo, coube ao presidente do Estado mais forte e poderoso do último século no mundo — os Estados Unidos — evocar uma lei nacional dos anos 50, a Lei de Produção para a Defesa, ou " P Act ",  para obrigar empresas privadas, como as de automóvel, a produzir respiradores mecânicos e uma outra, a 3M , a parar de exportar máscaras hospitalares para o Canadá e a América Latina, para beneficiar o estadunidense local. De todas as famosas empresas automobilísticas estadunidenses, apenas a GM parece disposta a acatar o pedido de Donald Trump; já a 3M declarou abertamente que não vai cumprir a determinação, coisa impens...

Elites capazes de destruir um país para manter seus privilégios

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Nesta "Belíndia" chamada Brasil, autossabotagem e destruição em favor de uma minoria de privilegiados R ecentemente, o presidente Jair Bolsonaro deu com a língua nos dentes num programa de rádio e revelou a todo o país uma das alianças mais espúrias de que se tem notícia dos últimos tempos: o juiz Sérgio Moro, responsável direto pela condenação questionável do ex-presidente Lula — impedindo a  um candidato favorito o direito de se candidatar e consequentemente vencer a eleição — aceitou o cargo de ministro no governo que ele indiretamente ajudou a eleger, sob a condição de ser nomeado para o Supremo Tribunal Federal (STF). Ver um homem que foi idolatrado por ser uma espécie não de juiz, mas de justiceiro contra corruptos, ao lado de um presidente atolado em suspeitas de mal feitos na política, junto com seus filhos e de vários membros do governo, não deveria surpreender ninguém. A política é tradicionalmente o fórum das elites, e todos eles têm missões a cumprir em n...

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