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O Conservadorismo Brasileiro

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O Brasil tem uma imagem de país de vanguarda, reino de certa liberalidade, onde as pessoas são felizes e podem fazer o que bem entendem, ser elas mesmas, amando e vivendo do jeito que quiserem. Gostamos de mostrar ao mundo as mulheres brasileiras em seus biquínis ousados na praia, como símbolo deste espírito progressista. Mas será que somos realmente um país assim? Temos uma melhor compreensão do que é ser conservador se prestarmos atenção na fase em que o conservadorismo esteve mais latente: durante a ascensão dos ideais iluministas do século XVIII, na França. Quando pensadores iluministas lutavam para soltar a sociedade das amarras do atraso, da opressão, da tradição nobiliárquica e religiosa do Antigo Regime, os senhores do clero e da nobreza que gozavam dos maiores privilégios se mexeram, num movimento de reação para a auto-preservação contra a ascensão do Terceiro Estado. Segundo a Mestra e Doutora em História pela UFF, Maria Bernadete Oliveira de Carvalho , “o conservadorismo...

Obrigado Petkovic

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Quem não gosta de futebol (acredite, há gente assim no Brasil) tem dificuldade de entender a emoção que o esporte — capaz de fazer marmanjos chorarem feito crianças — causa nas pessoas. Não conseguem comprender a idolatria eterna a ídolos do passado e do presente, que são sempre homenageados por seus fãs. O Flamengo é um clube repleto de ídolos históricos de uma torcida exigente e apaixonada, e nossa galeria acaba de ganhar mais um ícone eterno: Petkovic Não são muitas as ocasiões em que eu me permito chorar em público. Talvez resquício de algum orgulho machista, fruto de uma criação do tipo “homem não chora”. Nos últimos 10 anos, curiosamente, aconteceu apenas duas vezes, e tudo por causa de um jogador: Dejan Petkovic. 27 de maio de 2001, eu em casa com a família, assistindo ao último jogo da final entre Flamengo e Vasco, pela terceira vez em três anos seguidos. O Flamengo precisava vencer por dois gols de diferença, e o placar marcava 2 x 1 para gente, faltando, portanto, mai...

Poder econômico vence mais uma no Brasil: presidente da Telebrás é demitido

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Um dos maiores defensores da banda larga a preços populares neste país, o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, acaba de ser demitido pelo Ministro das Comunicações , Paulo Bernardo. Rogério mexia com interesses econômicos cruciais das empresas de internet, que oferecem um dos piores e mais caros serviços do planeta e não aceitavam a concorrência da Telebrás. Trata-se de mais uma atitude reprovável deste governo. A internet brasileira está entre as piores e as mais caras de todo o planeta. Além disso, somente 5 em cada 100 brasileiros possuem acesso à banda larga. Por conta disso, o governo Lula resolveu criar ano passado o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) que tinha a intenção de fazer a reativada Telebrás entrar neste mercado, oferecendo banda larga de qualidade a R$35,00. Com isso, determinaria novos parâmetros de preço, além da expectativa de alcançar a marca de 40 milhões de casas até 2014. Mas o poder econômico das empresas do setor falou mais alto e acaba de derrub...

Ainda sobre o polêmico livro do MEC

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Quando saíram na imprensa informações sobre o livro do MEC que incentiva alunos da Educação para Jovens e Adultos (EJA) a falar com erros de concordância, eu escrevi aqui sobre o assunto. Mas um mestre em Letras escreveu um comentário no post e me questionou: “tu chegaste a ler o "polêmico" capítulo do livro do MEC? Sabes qual é o título?” Eu confesso que quando escrevi o post não havia lido o capítulo “polêmico”, e corri atrás pra lê-lo na íntegra e ver se eu tinha dito alguma bobagem. Então vamos agora para uma análise mais aprofundada do assunto. A tendência de Organizações Não Governamentais (ONGs) terem maior atuação política nasceu quando o neoliberalismo tornou-se dominante, especialmente no Brasil. Pela ideologia do Estado mínimo, o Governo deve abrir mão de produzir diretamente certas atividades, entregando a responsabilidade nas mãos de iniciativas privadas e ONGs, muitas delas com certo direcionamento e interesse político voltado para suas próprias demandas...

Ditadores dão nomes a ruas, viadutos e outros patrimônios públicos pelo Brasil

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A Ditadura Civil-Militar ainda está viva entre nós. Ruas, avenidas, prédios, praças e monumentos pelo Brasil afora foram batizados em homenagem a torturadores e ativos participantes do Golpe de 64. Não se trata de querer tentar apagar da memória os arbítrios de um dos períodos mais negros da história do Brasil, mas tais honrarias são uma afronta à sociedade.   Pelo Brasil existem dezenas de exemplos de que a Ditadura Civil-Militar que grassou no Brasil durante 21 anos ainda não acabou. A tal transferência de poder “lenta, gradual e segura” das mãos dos militares para as mãos de civis, simbolizada pela inusitada posse de José Sarney à presidência da Republica em 1985, na verdade representou a continuidade no poder daqueles que derrubaram o governo de João Goulart em 1964. E um dos exemplos que ilustram essa continuidade são as homenagens prestadas pelo Estado “democrático” que batiza ruas, praças, prédios e outros monumentos com os nomes de notórios golpistas e torturadores....

Professora dá lição de moral em políticos no Rio Grande do Norte

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A situação da Educação Pública no Brasil é uma das maiores vergonhas deste país. Ainda mais com este nosso Ministério da Educação, que se gaba de defender um livro que ensina as crianças o modo errado de falar Português, enquanto mantém o país nos níveis mais baixos dos rankings internacionais de qualidade na Educação. Numa audiência pública da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, a professora de Português Amanda Gurgel expôs a realidade calamitosa da categoria no Estado, mas sua denúncia serve para ilustrar a realidade de todo o país. Acompanhe este importante e avassalador depoimento.

Livro do MEC incentiva alunos a escrever e falar errado

Pobre língua portuguesa. Nós, brasileiros, adoramos maltratá-la. Mas isso é uma escolha nossa, forma de falar que usamos no dia-a-dia nas conversas de bar, entre os amigos e familiares. Mas a sociedade, em determinadas ocasiões, exige-nos o conhecimento da norma culta da língua. Esta ferramenta está prestes a ser tirada dos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) pelo Ministério da Educação. O volume didático de língua portuguesa Por uma vida melhor, da coleção Viver e Aprender, distribuído pelo Ministério da Educação (MEC) e adotado por 4.236 escolas públicas do país, incentiva alunos do Ensino Fundamental do programa EJA a falar e escrever errado, sob o argumento de que é preciso “valorizar a linguagem de grupo social e as diferentes variedades da língua portuguesa”. Neste contexto, erros gritantes de concordância são incentivados por uma das autoras do livro, Heloisa Ramos, como por exemplo: “nós pega o peixe”. A autora defende o “uso da norma popular” nas salas de aula, e dá ...

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