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Rio + 20: mudar para continuar tudo como está

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Debater uma forma de acabar com os prejuízos causados pela grande demanda de recursos naturais do sistema só tem uma saída: acabar com esse sistema. O resto é falácia. Desviar o foco. Dessa forma pode ser resumida a tentativa de líderes mundiais, setores privados, ONGs e outros grupos que se reuniram no Rio de Janeiro no fim desse mês para determinar como é possível reduzir a pobreza, promover a justiça social e a proteção do meio ambiente. Economia verde, capitalismo verde, desenvolvimento verde... a nova moda das classes dirigentes é esverdear todas as modalidades de destruição que o sistema atual causa no planeta e nas comunidades mais pobres. Durante vários dias, tentou-se chegar a um acordo para diminuir as consequências da exploração dos recursos naturais da Terra, mas a declaração final foi considerada um tremendo fracasso. E não podia ser mesmo diferente. Por quê? Porque já não é de hoje que os governos vêm atuando cada vez mais em sintonia com os interesses das gran...

Turismo em assentamentos israelenses: a prática de simular tiros em palestinos

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Trechos do artigo publicado em Net Magazine traduzido por Almir Ferreira Acampamento de verão, estilo de guerra: como um peru congelado mergulhado em óleo fervente, um grupo de turistas norte-americanos desce de uma van com ar-condicionado para o calor escaldante da Cisjordânia. Distribuindo sorrisos por toda parte, eles marcham para Caliber 3 , um campo de tiro local. " Mexam-se! ", o guia israelense de repente grita. " Destruam os terroristas* ", ordena, e eles atacam, com armas carregadas, em alvos de papelão. Gush Etzion tornou-se um destino quente nos últimos meses para os turistas que procuram uma experiência em Israel como nenhuma outra: a oportunidade de uma falsa operação de atirar em "terroristas". Os moradores judeus dos assentamentos próximos que cercam o local, oferecem aos turistas a oportunidade de ouvir histórias do campo de batalha, assistir a um assassinato simulado de terroristas pelos guardas e de atirar com armas de fo...

Spray de pimenta é a nova tortura de policiais sádicos

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Especialmente na época da ditadura civil-militar brasileira, as polícias atuavam em cooperação com o Exército na repressão a atos políticos, considerados movimentos subversivos contra a ordem conservadora-burguesa das elites. Faziam parte da rotina a captura, a prisão, a arbitrariedade, e principalmente, a tortura de cidadãos inocentes. São repletos os casos divulgados pela Comissão da Verdade nos últimos anos.   A ditadura acabou — pelo menos oficialmente — e com ela chegou a democracia e o Estado de Direito — pelo menos em tese — mas a nossa polícia, pasmem, continua a mesma. É lógico que, em pleno século XXI, não temos mais como capturar subversivos comunistas por aí, mas na democracia burguesa, qualquer movimento popular, pacífico, que junte meia-dúzia de manifestantes, já é motivo de medo e repressão. E lá vai a polícia cumprir o seu velho papel de cão de guarda das classes médias.   Hoje não temos o pau de arara, o telefone na orelha, o banho de mangueira, o choque e...

Como as mídias controlam a opinião pública no Brasil

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Uma das características mais intrigantes da população brasileira era a total apatia frente aos sucessivos escândalos de corrupção envolvendo políticos e empresários, pelo menos até este ano de 2013. Muitas pessoas defendem que essa é uma marca inata do nosso povo, que elege a festa e o futebol como interesses maiores. Eu pretendo ir por outro caminho. Nossa opinião pública excessivamente moldada pelas mídias monopolistas sempre foi a maior responsável pelo desinteresse nacional pela política. Nosso problema maior é que no Brasil, a televisão chegou antes da educação. Em outros países, como por exemplo na França, na Inglaterra e na Suécia, no final do século XIX, houve uma pressão enorme para o investimento na educação pública para todos e para a erradicação do analfabetismo. Em meados do século XX, grande parte de suas populações já era perfeitamente politizada, alfabetizada e educada. No Brasil, por outro lado, com uma elite tacanha, egoísta e sem um projeto nacional de desenvol...

Guerra de chapas-brancas nas mídias

 Direita e "Esquerda" duelam para saber quem consegue apontar mais para o rabo do outro, ignorando as próprias escorregadas dos seus correligionários. Esse é o quadro político do Brasil de hoje. Guerra de chapas-brancas nas mídias

Como as mídias influenciam nossas opiniões e interferem na democracia

Todos nós estamos muito acostumados a culpar a falta de interesse do povo na política como causa principal de todos os nossos problemas. De fato, o brasileiro médio é passivo, alienado e alheio qualquer tipo de participação e envolvimento com a política. Mas até que ponto ele é o vilão da história? Será que ele não é vítima de um sistema que subverte o papel dos meios de comunicação, que molda a sua forma de ver o mundo? Muitas pessoas têm a tendência de acreditar que as mídias apresentam os fatos de forma neutra, imparcial, sem nenhum interesse no que é veiculado. Essa crença é o primeiro passo rumo a uma perda de autonomia crítica frente ao mundo. Delegamos a terceiros a tarefa de pensar por nós sobre o que queremos. As mídias estão completamente inseridas no jogo comercial do mercado. Sua função básica há muito tempo deixou de ser a informação e passou a ser o controle da opinião pública, para domesticar nossa visão de mundo, criando o consenso e o consumidor dos produtos que são ...

Superação do capitalismo: uma certeza, muitas dúvidas

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    Fechando as postagens que pretenderam mostrar até aqui como começou e para onde está indo o atual movimento mundial de contestação ao capitalismo, chegou a hora de ver as características das reivindicações, suas formas de atuação, suas conquistas e seus rumos daqui por diante.   Uma certeza que marca os protestos dos diversos movimentos sociais pelo mundo: o capitalismo e o mercado fracassaram rotundamente em suas promessas de gerar riquezas e prosperidade para todos . As dúvidas: qual das dezenas e dezenas de propostas é ideal para superar este modelo? Existe alguma? Deveria haver uma conjunção de propostas? O que manter? O que descartar? Infelizmente, parece que as pessoas que contestam o sistema andam falhando em deixar claras essas respostas.   Conforme foi mostrado na segunda postagem sobre a série , a grande maioria desses novos movimentos, fragmentários e diversificados, teve inspiração no movimento zapatista, cuja figura mais destacada é a do subcom...

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