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Desvendando o segredo: por que o capitalismo só funciona mesmo em poucos países

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  L ogo de cara, já revelamos a ideia central: alguns países, hoje os mais desenvolvidos, alcançaram a prosperidade aplicando no passado receitas econômicas muito diversas daquelas que recomendam hoje – através do FMI, do Banco Mundial e da OMC – aos países do chamado “ Terceiro Mundo ”. Inglaterra, França, Alemanha, Japão, Estados Unidos, entre outros, aplicaram proteção tarifária e subsídios às suas indústrias antes de estarem prontos para o livre mercado. No entanto, desde os anos 80, o que eles recomendam aos países pobres é exatamente o oposto do que fizeram quando eles próprios eram pobres: abertura da economia, privatização das indústrias estatais mais prósperas, queda de barreiras e subsídios ... Mas a verdadeira e oculta razão pode estar num detalhe bem mais simples.   Quando esses “remédios” neoliberais falham, em vez de reconhecerem o fracasso de suas recomendações (que, aliás, vem dando errado atualmente em suas próprias economias desenvolvidas), é comum que...

Será que nunca vão deixar o Brasil ser grande?

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S im, em diversos aspectos, o nosso país é grande. Grande em território, em população, em riquezas naturais e em potencial. Ou seja, enquanto muitos países atingiram o ápice do seu desenvolvimento, nosso país não alcançou sequer a metade do caminho daquilo que ele poderia alcançar. Por que então o Brasil sempre patina e não se firma entre as grandes potências mundiais? Persistente mentalidade vira-latas Nosso país já nasceu dependente. As mesmas elites nacionais que tiraram o Brasil da colonização portuguesa se submeteram aos interesses da Inglaterra, a potência mundial da época. Ou seja, a Independência que foi alcançada na área política não acabou com a mentalidade colonial de suas cabeças. Nossas elites, então agricultoras, entraram no mercado mundial de forma subalterna como produtoras de matérias-primas (eu diria primárias, de tão rústicas). É sintomático que tais plantações, símbolo de nossa dependência , como a cana-de-açúcar , o algodão, o café , entre outras plantas, sej...

Comício de Marcelo Freixo na Lapa, ao vivo

Cunha afastado em mais um show de hipocrisia da Câmara

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E m questão de poucos meses, a Câmara dos Deputados foi capaz de nos brindar com dois episódios repletos de completa hipocrisia teatral. A primeira se deu em abril, no processo de votação do Impeachment da presidenta Dilma. Sob as mais estapafúrdias alegações, em nome de deus, da família e até pela oportunidade assumida de tirar o PT do poder — não pela via eleitoral, como deveria ser — deputados ignoraram as acusações formais e foram ao microfone exibir à nação um show de pantomima burlesca. Ontem (12-09), quase cinco meses depois, o então presidente da Câmara por ocasião da votação do Impeachment foi, ele próprio, colocado em julgamento pelos seus ex-colegas e sob o completo silêncio de aliados, em mais uma notória demonstração de hipocrisia: o antes todo poderoso Eduardo Cunha foi defenestrado da Câmara, condenado por 450 votos a 10, por quebra de decoro. Uma derrota arrasadora, com quase 200 votos a mais do que o necessário para a condenação. Eduardo Cunha tem uma longa list...

Quando o “esquerdismo” e a revolução de mentira se equivalem

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D epois da queda do governo Dilma, setores progressistas do antigo governo não aproveitam a oportunidade para uma devida autocrítica. Ao invés disso, governistas expulsos do poder procuram bodes expiatórios para livrar-se de toda a responsabilidade pela condução do desastroso mandato da presidenta impedida. E um dos alvos dos ex-governistas, através do seu site Portal Vermelho , por exemplo, são os chamados “esquerdistas”, aqueles que Lênin já havia denunciado como a serviço da reação e da burguesia, identificados, com toda a justiça, com os trotskistas. Segundo Luciano Rezende, Engenheiro Agrônomo, mestre em Entomologia e doutor em Fitotecnia (Melhoramento Genético de Plantas) e também Professor do Instituto Federal Fluminense (IFF) em artigo naquele portal, os esquerdistas, identificados sem critério com os partidos de esquerda em geral, fizeram o trabalho sujo de desestabilização do governo Dilma, através de protestos, cobranças e greves, e, após a queda do governo, teriam sumido...

Carta de Dilma: rendição final aos algozes

Q uando pretendemos mandar uma mensagem, devemos ter em mente se o nosso remetente é capaz de ponderar sobre os pontos que levantamos e, se for o caso, repensar suas ideias concebidas. Propostas de diálogo ou apelo à razão e à ponderação devem ser remetidas para quem possui estas capacidades. Ou então estamos apenas perdendo tempo, jogando palavras ao vento. Jamais, por exemplo, poderíamos lançar uma proposta de diálogo com um grupo extremista como o Estado Islâmico. Com este tipo de antagonista, o combate é a única solução que existe. A presidente afastada Dilma lançou ontem (17 de agosto) a sua carta aberta aos senadores, seus algozes no processo de Impeachment . Qualquer analista político iniciante sabe que a parada está perdida. E ainda assim, Dilma Rousseff lançou apelos inócuos de “ união de forças ” pela democracia, “ concentração de esforços ” pela Reforma Política, “ pacto nacional ”, e outras baboseiras pseudo-republicanas, como se estivesse lidando com nobres e leais estad...

Em meio às Olimpíadas, Dilma tem seu destino em jogo

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A lguém ainda se lembra de que a presidente Dilma Rousseff está em meio a um processo de Impeachment que ainda acontece no Senado? E que, na precisa data de hoje, terá seu destino decidido? Difícil, quando levamos em conta que os boletins da Olimpíada no Rio de Janeiro tomam conta do noticiário. E também porque, tirando ainda alguns crédulos da base “ governista ” (a favor, portanto, de Dilma, já que ela ainda não foi afastada definitivamente do governo) no Congresso, pouca gente crê num milagre da salvação. Porque Dilma está tão envolvida em casos indefensáveis e definitivos de crime de responsabilidade que sua situação é grave? Não, longe disso. Mas por uma razão sórdida que é a característica dos sistemas políticos burgueses: pouco importa a verdade, quando os motivos lhes favorecem . O Senado é uma instituição remota na política, remete aos tempos da Roma Antiga, quando a Casa era frequentada pela alta cúpula da elite social romana: generais, comerciantes ricos e latifundiár...

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