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Por que Ciro se virou contra o PT

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É o fim da antiga parceria?  D evido ao grave momento político por que passa o nosso país após a eleição de Jair Bolsonaro , é cada vez mais forte o movimento que clama pela  união das esquerdas, para o possível enfrentamento da onda reacionária que tomou conta do Brasil. Neste cenário, muitos lamentam que haja um racha no seio do espectro político esquerdista, provocado especialmente por Ciro Gomes e o PT, ou, no que ele chama, a fração lulopetista que insiste no necessário protagonismo do líder máximo do Partido dos Trabalhadores, Luiz Inácio Lula da Silva, em detrimento de outras lideranças. Há poucos anos a aliança entre Ciro Gomes e o PT ocorria de forma natural em várias ocasiões, especialmente em época de eleição, quando era necessário derrotar a candidatura neoliberal tucana  para a presidência da República. Ciro Gomes, inclusive, chegou a ser parte do governo petista como ministro. Por que agora o provável presidenciável pelo PDT em 2022 resolveu bater...

A reunião ministerial e a macabra profecia de Jair Messias Bolsonaro

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A polêmica reunião ministerial de 22 de abril. Loucura com método?  S e você acompanha este blog, então eu imagino que política faça parte do leque dos seus assuntos preferidos. Portanto, é praticamente certo que você também já assistiu a divulgação do estarrecedor vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, o,u pelo menos, parte dele. Assim sendo, eu te pergunto: o que mais pode ser dito sobre tamanha patacoada ? Está tudo lá bem explícito; todos os disparates, as grosserias, os crimes contra a honra, as interferências indevidas... Tudo já devidamente condenado, logo a seguir, com as famosas notas de repúdio de entidades e partidos. Só nos resta, então, ir por outro caminho: seria toda essa constante aberração produzida por esta patuleia reunida no governo obra do acaso, da pura coincidência que atuou para agrupar pessoas tão abomináveis? Ou existiria uma intenção premeditada por trás de cada loucura que assistimos pasmados diante da TV todos os dias? Não é de hoje...

Quem são eles?

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E les roubaram a nossa bandeira. Chafurdaram com ela no egoísmo, desnudaram a farsa do símbolo nacional como abrigo a todos os brasis, transformaram-na numa arma de luta classista particular. Seus empunhadores a levantam em nome dos seus privilégios, sempre em hostilidade contra " os outros ", cujo quinhão de riqueza do país lhes é negado, não obstante serem eles, os outros , os verdadeiros produtores da riqueza. Usurparam também o sentido de moralidade, dando a ele um viés de etiqueta superior, elitista, conservador, onde os costumes "certos" — os deles , óbvio — são tidos e havidos como universais. Assim combatem tudo o que seja diferente da sua pequena visão de mundo. São pessoas cujos passaportes revelam dezenas de viagens pelo mundo, não obstante a cabeça continuar estreitamente provinciana. A religião segue fazendo o seu velho papel para eles . Jogar uma cortina de fumaça na verdadeira condição social das pessoas mais pobres, para que elas não possam i...

Flavio Migliaccio, sua tristeza é a de todos nós

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Ator Flávio Migliaccio tirou a própria vida e deixou uma carta  N ão sei se o ator Flávio Migliaccio , que ontem tirou a própria vida, sofria de depressão. Mas se levarmos em conta a carta que deixou, a realidade brasileira e as pessoas com quem teve que lidar durante a vida foram grandes fatores determinantes para a sua radical decisão. O que nos faz refletir. De fato, todos nós que guardamos ainda um senso crítico da realidade estamos um pouco doentes. Pasmados de ver acontecimentos absurdos, indignos, vis, se sucedendo cotidianamente diante dos nossos olhos. O surgimento de uma parcela de pessoas de estirpe raivosa, que mistura um cristianismo cruzadista com um patriotismo tosco , embalado num pacote de irracionalismo no seio de uma classe média já por si só majoritariamente reacionária  no protagonismo da política, é o grande símbolo deste momento de absurdos de gestos, palavras e ações que se refletem no governo federal que ajudaram a eleger. Neste governo, ...

Quarentena: por que as pessoas lidam tão mal com o tempo livre

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R ecentemente, no programa Papo de Segunda , no canal GNT, o rapper Emicida  levantou uma questão bastante controversa a respeito do que fazer nesta prolongada quarentena, criticando a suposta obrigação de produzir até no descanso, citando o chamado ócio criativo . Na chamada do Facebook do canal para o vídeo do comentário do artista, podia-se ler: "Emicida se manifesta contra a ideia do ócio criativo na quarentena, que pressiona [sic] as pessoas a produzirem e aprenderem mais". " Ócio criativo " se tornou um jargão muito popular no mundo, mas poucas pessoas aplicam o termo de forma precisa, ou realmente pararam para ler o autor desta teoria, Domenico de Masi , para entender realmente o seu conceito. Não sei se foi o caso de Emicida. Intuitivamente ele até defende corretamente o ócio por si mesmo no seu comentário, mas, criticando o fato da "criatividade" ser uma suposta obrigação , se confunde no entendimento do conceito.  De Masi não foi o primei...

Caso 3M: quando uma transnacional pode desafiar o Estado mais forte do mundo

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D urante muito tempo, a força dos Estados nacionais era incontestável no mundo que começou a emergir junto com a Revolução Francesa . No entanto, naqueles fins de Segunda Guerra Mundial , no século XX, eles começaram a experimentar um declínio que é, hoje, explícito perante os nossos olhos. Trump e a 3M Em tempos de pandemia mundial como a que estamos vivendo, coube ao presidente do Estado mais forte e poderoso do último século no mundo — os Estados Unidos — evocar uma lei nacional dos anos 50, a Lei de Produção para a Defesa, ou " P Act ",  para obrigar empresas privadas, como as de automóvel, a produzir respiradores mecânicos e uma outra, a 3M , a parar de exportar máscaras hospitalares para o Canadá e a América Latina, para beneficiar o estadunidense local. De todas as famosas empresas automobilísticas estadunidenses, apenas a GM parece disposta a acatar o pedido de Donald Trump; já a 3M declarou abertamente que não vai cumprir a determinação, coisa impens...

O viralatismo do governo brasileiro nunca foi tão constrangedor

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A Guerra Fria trouxe consigo uma consequência que pesa até hoje na questão da nossa soberania — pra não dizer da nossa autoestima . A participação do Brasil na II Guerra Mundial representou um alinhamento das nossas elites, através das Forças Armadas , com o ideal de mundo liberal estadunidense. A partir daí, na cabeça de nossas classes dominantes, criou-se o mito de que o que era bom para os Estados Unidos era bom para o Brasil . Nada mais falacioso. A Guerra Fria se foi e a dependência sentimental, econômica e ideológica do Brasil (leia-se, na verdade, um sentimento de xenofilia de uma parcela da alta elite que influencia o comportamento de parte da classe média) em vez de diminuir, parece que aumentou. O PSDB foi o principal partido que, na política institucional, a partir dos anos 90, acampou o maior número de políticos dispostos a representar interesses das altas classes alinhadas com os Estados Unidos no nosso território. O neoliberalismo econômico , fruto dos ideais...

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