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Embraer: classes dominantes brasileiras querem o Brasil como eterna colônia

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KC-360, um orgulho nacional que será sabotado com a fusão da Embraer com a Boeing P ara alguns países, não existe muita alternativa. Por conta do seu tamanho diminuto, sua população inexpressiva ou território com falta de recursos importantes, o protagonismo mundial não está na agenda. Para estas nações, a dependência é uma realidade difícil de superar. Mas existem outras nações com uma segunda alternativa. Justamente por conta da dinâmica de suas economias, de um mercado interno formado por uma grande população, vasto território repleto de recursos naturais, os governos desses países poderiam finalmente se livrar do opressivo assédio provocado por outros países. Poderiam, elas próprias, investir em si mesmas, confiando na sua força e no seu orgulho. Por que muitos desses países, ao contrário, preferem a eterna submissão aos interesses estrangeiros como se pequenos fossem? É o caso, infelizmente, do nosso país. Certamente por conta do nosso passado colonial, quando a depe...

Um pequeno resumo dos últimos dois anos de política brasileira

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P ra quem ainda não entendeu como e por que Bolsonaro chegou a ser eleito: houve um trabalho muito bem arquitetado pelas classes dominantes neste país desde 2016. Começou lá quando o Aécio Neves negou-se a aceitar a derrota numa eleição limpa e incontestável; continuou com deputados desmoralizando o novo governo com pautas-bomba ; a chantagem de um corrupto do mais alto gangsterismo que então presidia a Câmara colocou o Impeachment em pauta; dois juristas pagos pelo PSDB criam a ridícula tese das pedaladas fiscais ; um Congresso apodrecido e de baixíssimo nível tira Dilma do mandato; com a aproximação das eleições, Lula ainda representava o perigo de pôr tudo a perder. Era preciso tirá-lo do jogo e um juizeco de primeira-instância o condena com base em provas totalmente contestáveis; a eleição se aproxima e o tucanato está morto, o partido Novo ainda é um nanico e a alta burguesia, sem nomes convincentes dentro dos seus quadros tradicionais, lança um balão d...

Bolsonaro e o oportunismo palmeirense

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N ão é de hoje que o presidente eleito Jair Bolsonaro descobriu a popularidade que o futebol pode proporcionar. Nestes últimos anos, foi visto com camisas de diversos times de futebol nos estádios, sempre buscando angariar simpatias entre os torcedores. Mais ou menos como fazem os grandes artistas internacionais. No Brasil, durante a apresentação no palco, levam o público ao delírio quando empunham a bandeira nacional e dizem " vocês são o melhor público para quem tocamos em todos esses anos! ". Três dias depois, fazem a mesma coisa na Argentina, para depois fazer no México, e assim por diante. Até pouco tempo atrás sabia-se que Bolsonaro era botafoguense . Mas isso não o impediu de aparecer no Maracanã para torcer para o Vasco com direito a camisa do clube e tudo. Também já foi flagrado no Mané Garrincha, em Brasília, com a camisa do Flamengo durante um jogo do time carioca naquela cidade. E o tricolor carioca também foi "homenageado" pelo presidente eleito: ...

As consequências da economia brasileira ainda depender dos barões do café

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C afé e algodão garantem crescimento do PIB no último trimestre. Essa podia ser uma notícia do Correio Braziliense do começo do século XIX, mas, 200 anos depois, ainda é a realidade brasileira, como informa hoje os portais de notícias . Por mais que a economia brasileira tenha se tornado mais diversificada e complexa, especialmente a partir dos anos 30 do século XX com a industrialização pelas mãos do Estado e do empresariado associado ao capital internacional, não houve uma revolução de fato, ou seja, uma ruptura com a velha ordem latifundiária da Primeira República. Ainda é a velha monocultura de produtos naturais, a chamada plantation , mesmo que travestida de modernidade e eficiência taylorista através do chamado agronegócio , que continua sustentando a economia nacional. Isto porque a incipiente burguesia nacional historicamente não se impôs como força política, se atrelou ao Estado como fizeram os barões do café e no decorrer do século o Brasil perdeu posições no rank...

Choque de ultraliberalismo vai aumentar abismo social entre as classes no Brasil

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A colossal desigualdade social brasileira é bem conhecida, mas vinha diminuindo de ano a ano desde 2002, como prova o Índice de Gini . Como parte das políticas públicas do governo Lula , milhões de brasileiros pobres ascenderam alguns degraus na pirâmide social, com a intervenção direta do governo através de programas sociais. Além destas medidas emergenciais, Lula preparou o terreno para o futuro das classes mais baixas: abriu as portas das Universidades federais para que negros e pobres das grandes periferias pudessem ter uma formação antes limitada apenas à alta classe média. É muito óbvio que, à longo prazo, estas medidas trariam consequências positivas nos arranjos históricos dessa nação dividida entre vilipendiados e privilegiados . Daqui a, por exemplo, 30 anos, já não seria mais tão fácil distinguir esta diferença olhando a cor da pele ou a origem social , como é hoje. E isso a nossa alta classe média não perdoa. Guardiã do conservadorismo, ou seja, das coisas...

Bolsonaro e o calendário asteca

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O antigo povo asteca possuía dois calendários: o solar e o sagrado . O calendário solar possuía, tal com o nosso, 365 dias, mas era dividido em 18 meses de 20 dias, mais 5 dias suplementares para completar o ano. Esses cinco dias do final do ano eram chamados de " nemotemi ", ou dias vazios e considerados nefastos, de mau agouro. A sensação no Brasil pós-eleição é que estamos vivendo não 5 dias, mas 2 meses vazios desde que Bolsonaro ganhou a eleição até que venha a posse em 1º de janeiro.  Os homens de Bolsonaro Nesse período, temos assistido de forma pasmada, primeiro, a nomeação de figuras medíocres, corruptas, imorais, polêmicas ou notoriamente despreparadas para importantes cargos do governo; basta citar apenas os casos de Magno Malta para um ministério absurdo que será criado exclusivamente pra ele, o da " Família "; ou Onyx Lorenzoni , corrupto assumido e declarado que pediu desculpas pelos milhões arrecadados ilegalmente no caixa 2 , ou o futur...

Quem ganhou, de fato, as eleições de 2018

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Q uem, de fato, ganhou esta eleição? Há muitos candidatos. Os militares , porque desde a ditadura não estavam tão soltinhos e falantes, colocando pra fora desavergonhadamente suas ideias jurássicas contra o comunismo? Os homofóbicos talvez, porque acreditaram nas fake news de que havia o perigo de uma ditadura gay ser implementada no país, com direito a cartilha nas escolas pra ensinar criança a fazer sexo? Ou quem sabe os machistas , que viram a ascensão do movimento feminista com preocupação, pois o que as mulheres queriam? Respeito. Respeito é aquilo que quase nenhum homem é ensinado a dar a uma mulher; pra eles mulher tem que ser submissa e aguentar traição, além de ganhar menos e ser assediada a cada esquina, tendo o seu corpo comercializado como fonte de prazer masculino. Com a vitória do Bolsonaro, acreditam, a mulher vai voltar ao seu lugar e as " feminazi " vão acabar. Mas também tem os racistas , aqueles que não toleram a presença de negros nas Univers...

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