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Rio de Janeiro tem oportunidade histórica de mudar o seu destino

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A onda de terrorismo no Rio dá às autoridades a oportunidade histórica de nos livrar de uma vez por todas da violência e do tráfico de drogas. A cidade do Rio de Janeiro, ao longo das últimas décadas, sofreu um processo cruel de abandono e empobrecimento, desde que deixou de ser distrito federal, sem nem sequer ganhar um centavo a título de compensação, como em outros casos pelo mundo afora. Logo a seguir, a fusão arbitrária da cidade (então Estado da Guanabara) com o interior foi ruim para a economia, que também veio a sofrer um processo de desindustrialização gradual. Não bastasse tudo isso, no final dos anos 80, o então senador José Serra nos fez o favor de tirar o ICMS do petróleo, num dos maiores absurdos cometidos por aquela Casa legislativa - que não foram poucas - ajudado pela omissão e incompetência de nossos representantes fluminenses. Todo esse processo de empobrecimento do Rio de Janeiro desembocou numa onda de atividades criminosas a partir dos anos 70, alimentada pelo con...

PSOL em crise e dividido é o retrato das esquerdas no país.

O 2º Turno terminou, mas deixou grandes estragos no PSOL, acentuando divergências que vinham desde as convenções nacionais. Depois de seis anos de existência, o PSOL rachado e em crise é o retrato das esquerdas no Brasil ao longo da história política recente. Uma esquerda sectária, desunida, sem rumo, incapaz de dar as mãos em torno de um projeto maior. Desde as convenções nacionais, o partido vinha apresentando uma série de divergências internas incontornáveis, mais pela falta de maturidade e visão de futuro do que por questões realmente importantes. Heloísa Helena teve um ano pra esquecer. Primeiro, se recusou a fazer campanha para o candidato que venceu as convenções do partido, Plínio de Arruda Sampaio, após divergências que levaram a acusações de parte a parte. Heloisa apoiava outro candidato internamente. Pior: antes das convenções, simpatizava com uma aliança entre o PSOL e Marina do PV, numa demonstração de que não entendera o processo que levou o Partido Verde já há algum te...

Relatório da ONU aponta baixa escolaridade no país

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Atualizado por Almir Ferreira dia 13/9/2013 A necessidade da próxima presidente Dilma Rousseff investir na melhoria da Educação brasileira fica patente no estudo produzido pela ONU. Ao completar seu vigésimo aniversário, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das Nações Unidas - que apontou a ligeira subida do Brasil no ranking - sofreu reformulações em sua metodologia. E com elas, um relatório sobre tudo o que foi feito nesses últimos vinte anos pelos países membros para melhorarem suas colocações. O Brasil (73º colocado no ranking deste ano, de um total de 169 países), citado no relatório, ganha elogios em renda e diminuição da desigualdade social; mas em termos de Educação, continua deixando muito a desejar, provando que este deve ser o novo desafio da nova presidente do Brasil para o mandato 2011-2014, Dilma Rousseff. As duas críticas do relatório chamam a atenção para importantes questões: na primeira, o documento aponta que “ um estudo de atitudes sobre educaçã...

Cyberbullying causa mais danos que o Bullying tradicional

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Pais e educadores começam a levar o problema a sério N esta era digital, as pessoas estão com cada vez menos controle da privacidade de suas vidas. Alunos adolescentes usam a rede mundial para praticar o bullying virtual contra seus colegas de escola. Já se foi o tempo em que a intimidação, as piadas com intuito de constranger e os comentários grosseiros praticados geralmente por alunos adolescentes a seus colegas, conhecidos como bullying, estavam restritos à sala de aula. Agora, um novo fenômeno passa a ser alvo da atenção de pedagogos e educadores: é o cyberbullying, que dissemina comentários perversos e depreciativos contra as vítimas nos espaços virtuais e nas mensagens de texto de celular. A tecnologia ajuda a disseminar os ataques para um público ainda maior, ilimitado, que é o da web. E esse fator tem um poder agravante sobre as vítimas, porque ela agora, além de tudo, não é capaz de saber de onde partem os ataques, tendo em vista que na internet muitos comentários são...

Defender a alternância de poder vira chavão para derrubar o PT

Nos últimos tempos, a oposição política brasileira, aquela que a todo custo tenta desbancar o PT do poder, vem martelando duas ideias centrais, especialmente através dos articulistas d'O Globo, como uma última tentativa de descaracterizar tal governo: a primeira delas afirma que o governo Lula só teve sucesso porque deu continuidade a um suposto legado deixado pelos antecessores ; a outra, diz que a eleição de Dilma fere o conceito democrático de alternância de poder . Nada mais absurdo e falacioso do que estas duas afirmações. Em artigo publicado na seção "Opinião" do jornal O Globo antes da primeira eleição de Dilma ( O Aperfeiçoamento Democrático ), o cientista político Nelson Paes Leme fez uma analogia exótica para defender a alternância de poder no Brasil. Segundo ele, nos últimos tempos as democracias têm agregado cada vez mais avanços e aperfeiçoamentos, e que um deles é a alternância de poder. Entretanto, ele fez uma grande confusão entre eleições regulares e al...

"A Cor das Desigualdades na Educação Básica Brasileira"

Nesta resenha crítica do artigo "A Cor das Desigualdades na Educação Básica Brasileira", procuro contestar as razões propostas pelos autores Creso Franco, Alicia Bonamino e Fátima Alves para a questão da desigualdade nas escolas brasileiras. No artigo intitulado "A Cor das Desigualdades na Educação Básica Brasileira", os autores Creso Franco, Alicia Bonamino e Fátima Alves destacam a permanência de desigualdades baseadas na “raça” em sala de aula nas escolas brasileiras, apesar do acesso de alunos considerados pardos e negros, segundo eles, ter aumentado nos últimos anos. Procuram identificar e compreender, através de um estudo bastante técnico, as desigualdades “raciais” no desempenho escolar entre alunos considerados brancos e os considerados negros e pardos, tendo como base a disciplina Matemática. Foram escolhidos alunos no âmbito do ensino fundamental, tendo como fonte, dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB).  Os autores dividem a obra em trê...

PNDH-3: Uma chance que não pode ser desperdiçada.

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Assim que terminarem os debates eleitorais, será retomada a discussão a respeito do polêmico Programa Nacional dos Direitos Humanos - versão 3 Desde que o Programa Nacional dos Direitos Humanos na sua terceira versão (PNDH-3) foi proposto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2009, fruto de debates e conferências com importantes setores da sociedade civil, tem recebido uma enxurrada de críticas e acusações maledicentes por parte de determinados setores conservadores da sociedade brasileira. Os mais exaltados deste grupo fazem parte dos setores radicais da Igreja, da imprensa, do agronegócio e das Forças Armadas. Como um programa, que tem a nobre intenção de valorizar e apoiar a implementação das propostas vinculadas aos Direitos Humanos, corrigir injustiças e acabar com as desigualdades de raça e gênero, pode ser alvo de uma campanha tão agressiva da mídia comercial e na internet? Quem não sabe a resposta, precisa conhecer como funciona a estrutura social do país, ...

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