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“Mensalão” do PT: relembrando o caso (parte2/3)

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Essa postagem é a segunda e penúltima parte da matéria sobre o Mensalão do PT, que será julgado nesta semana. Marcos Valério, o operador do mensalão do PT, era operador do caixa dois do PSDB mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza nasceu em 1961 em Minas Gerais. Desde muito jovem trabalhava em bancos, mas aos poucos foi se tornando lobista do mercado financeiro. Sua função era negociar com credores de bancos o pagamento de créditos já dados como perdidos. Assim ele ficava com uma porcentagem do dinheiro que conseguisse reaver. Sua ambição se tornou a porta de entrada para o meio político mineiro em 1996, através de duas siglas: PSDB e SMP&B. A primeira, do partido que todo mundo conhece. A segunda, da maior agência de propaganda de Minas. Em estado falimentar, Marcos Valério ainda assim enxergou oportunidade na agência — com o apoio da outra sigla, o PSDB. Nos anos 70 e 80, as empreiteiras serviam para fornecer caixa dois a campanhas políticas, mas desde a eleição de...

“Mensalão” do PT: relembrando o caso (parte1/3)

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No próximo dia 2 de agosto começa o esperado julgamento do suposto esquema de corrupção no governo Lula que ficou conhecido como “mensalão”. Para aqueles que ainda duvidavam que o PT já não era mais o partido que dizia ser, o chamado “mensalão” foi um choque de realidade em suas cabeças. Estava ali desnudado por um dos próprios participantes o gigantesco esquema de corrupção na política somente superado pelo processo de privatizações do PSDB de alguns anos antes. Com base no livro O Operador , de Lucas Figueiredo, vamos relembrar em três partes alguns momentos deste vergonhoso evento, nas vésperas do julgamento no STF de alguns dos envolvidos. Correios: a estatal cobiçada pelos corruptos Com um faturamento de quase 9 bilhões de Reais em 2005, os Correios eram uma das estatais mais cobiçadas por fornecedores. Mas também por políticos e por partidos ávidos por nomeações nos diversos setores da empresa. Assim que chegou ao poder, o PT fez exatamente como seus antecessores: premiou...

Rosane Collor e a “magia negra”

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Raramente vejo televisão e muito menos a rede Globo, mas graças às facilidades da internet, eu pude assistir a entrevista da ex-primeira dama Rosane Collor ao Fantástico . Tirando as já conhecidas questões políticas de 1992 e a ridícula reclamação da “pequena” pensão de 18 mil Reais, o que chamou a atenção mesmo foram as revelações de prática de “magia negra” pelo casal na Casa da Dinda.   As pessoas costumam trocar de religião. Isso é mais comum do que se imagina. Assim como é comum também as pessoas que trocam de religião satanizarem suas crenças anteriores, tachando-as de “erradas”, de “ilusão”, de “engano”, enquanto que a nova religião abraçada é a “certa”, o “verdadeiro caminho”, a “luz”.   Evangélicos têm por hábito dar testemunhos nas igrejas de como eram suas vidas antes da conversão. Tais relatos costumam impressionar os presentes, e inconscientemente ou não, os recém-convertidos tendem a exagerar quando se referem à sua conduta passada ou à sua antiga religião. ...

Rio + 20: mudar para continuar tudo como está

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Debater uma forma de acabar com os prejuízos causados pela grande demanda de recursos naturais do sistema só tem uma saída: acabar com esse sistema. O resto é falácia. Desviar o foco. Dessa forma pode ser resumida a tentativa de líderes mundiais, setores privados, ONGs e outros grupos que se reuniram no Rio de Janeiro no fim desse mês para determinar como é possível reduzir a pobreza, promover a justiça social e a proteção do meio ambiente. Economia verde, capitalismo verde, desenvolvimento verde... a nova moda das classes dirigentes é esverdear todas as modalidades de destruição que o sistema atual causa no planeta e nas comunidades mais pobres. Durante vários dias, tentou-se chegar a um acordo para diminuir as consequências da exploração dos recursos naturais da Terra, mas a declaração final foi considerada um tremendo fracasso. E não podia ser mesmo diferente. Por quê? Porque já não é de hoje que os governos vêm atuando cada vez mais em sintonia com os interesses das gran...

Turismo em assentamentos israelenses: a prática de simular tiros em palestinos

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Trechos do artigo publicado em Net Magazine traduzido por Almir Ferreira Acampamento de verão, estilo de guerra: como um peru congelado mergulhado em óleo fervente, um grupo de turistas norte-americanos desce de uma van com ar-condicionado para o calor escaldante da Cisjordânia. Distribuindo sorrisos por toda parte, eles marcham para Caliber 3 , um campo de tiro local. " Mexam-se! ", o guia israelense de repente grita. " Destruam os terroristas* ", ordena, e eles atacam, com armas carregadas, em alvos de papelão. Gush Etzion tornou-se um destino quente nos últimos meses para os turistas que procuram uma experiência em Israel como nenhuma outra: a oportunidade de uma falsa operação de atirar em "terroristas". Os moradores judeus dos assentamentos próximos que cercam o local, oferecem aos turistas a oportunidade de ouvir histórias do campo de batalha, assistir a um assassinato simulado de terroristas pelos guardas e de atirar com armas de fo...

Spray de pimenta é a nova tortura de policiais sádicos

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Especialmente na época da ditadura civil-militar brasileira, as polícias atuavam em cooperação com o Exército na repressão a atos políticos, considerados movimentos subversivos contra a ordem conservadora-burguesa das elites. Faziam parte da rotina a captura, a prisão, a arbitrariedade, e principalmente, a tortura de cidadãos inocentes. São repletos os casos divulgados pela Comissão da Verdade nos últimos anos.   A ditadura acabou — pelo menos oficialmente — e com ela chegou a democracia e o Estado de Direito — pelo menos em tese — mas a nossa polícia, pasmem, continua a mesma. É lógico que, em pleno século XXI, não temos mais como capturar subversivos comunistas por aí, mas na democracia burguesa, qualquer movimento popular, pacífico, que junte meia-dúzia de manifestantes, já é motivo de medo e repressão. E lá vai a polícia cumprir o seu velho papel de cão de guarda das classes médias.   Hoje não temos o pau de arara, o telefone na orelha, o banho de mangueira, o choque e...

Como as mídias controlam a opinião pública no Brasil

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Uma das características mais intrigantes da população brasileira era a total apatia frente aos sucessivos escândalos de corrupção envolvendo políticos e empresários, pelo menos até este ano de 2013. Muitas pessoas defendem que essa é uma marca inata do nosso povo, que elege a festa e o futebol como interesses maiores. Eu pretendo ir por outro caminho. Nossa opinião pública excessivamente moldada pelas mídias monopolistas sempre foi a maior responsável pelo desinteresse nacional pela política. Nosso problema maior é que no Brasil, a televisão chegou antes da educação. Em outros países, como por exemplo na França, na Inglaterra e na Suécia, no final do século XIX, houve uma pressão enorme para o investimento na educação pública para todos e para a erradicação do analfabetismo. Em meados do século XX, grande parte de suas populações já era perfeitamente politizada, alfabetizada e educada. No Brasil, por outro lado, com uma elite tacanha, egoísta e sem um projeto nacional de desenvol...

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