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O viralatismo do governo brasileiro nunca foi tão constrangedor

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A Guerra Fria trouxe consigo uma consequência que pesa até hoje na questão da nossa soberania — pra não dizer da nossa autoestima . A participação do Brasil na II Guerra Mundial representou um alinhamento das nossas elites, através das Forças Armadas , com o ideal de mundo liberal estadunidense. A partir daí, na cabeça de nossas classes dominantes, criou-se o mito de que o que era bom para os Estados Unidos era bom para o Brasil . Nada mais falacioso. A Guerra Fria se foi e a dependência sentimental, econômica e ideológica do Brasil (leia-se, na verdade, um sentimento de xenofilia de uma parcela da alta elite que influencia o comportamento de parte da classe média) em vez de diminuir, parece que aumentou. O PSDB foi o principal partido que, na política institucional, a partir dos anos 90, acampou o maior número de políticos dispostos a representar interesses das altas classes alinhadas com os Estados Unidos no nosso território. O neoliberalismo econômico , fruto dos ideais...

Idosos no Brasil: vítimas do coronavírus, vítimas da sociedade

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U ma das consequências da grave pandemia de coronavírus que ora se alastra descontroladamente pelo mundo, é a grande exposição dos idosos. E não apenas no sentido de serem noticiados como as vítimas principais do patógeno, mas também como alvos de severas críticas  neste momento de crise. Quem tem por volta de trinta e cinco anos ou mais, como eu, há de se lembrar do famoso seriado A Família Dinossauro . Num dos seus episódios, evidencia-se a tradição dos dinossauros de se desfazer de seus idosos no aniversário de 72 anos. Tudo começou, de acordo com o milenar costume jurássico, quando um líder tribal, se sentindo velho, esquecido e inútil , determinou que a partir daquele momento, todos os idosos daquela idade seriam jogados de um penhasco no " Poço de Piche ".  Uma bela alegoria de como nós, seres humanos, especialmente do Ocidente, tratamos nossos idosos.  Ou nós também não achamos que nossos pais e avós, depois de atingir uma certa idade avança...

Falta de respeito com a quarentena em Cabo Frio-RJ

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D e manhã cedo, a prefeitura de Cabo Frio-RJ interditou o acesso à praia bloqueando as passagens na praia do Forte com fitas iguais àquelas que se usam em locais de crimes. Seria suficiente para uma população educada e ciente do grave problema que passamos. Mas não para certos idiotas. No momento em que o Brasil registra o crescimento exponencial de casos do novo coronavírus (já são mais de 600 confirmados hoje, ainda muito longe da previsão de ápice) banhistas rompem o lacre e vão se reunir na praia interditada nesta manhã. Fonte das imagens E assim continuam frequentando igrejas lotadas, por exemplo, colocando em xeque a quarentena e potencializando os riscos de pandemia no Brasil. Esses episódios dão a medida do quanto precisamos evoluir enquanto comunidade. Ainda somos crianças que precisam ser tuteladas pelas autoridades. E muitas vezes punidas.

O Incêndio no Ninho e o jornalismo como arma política da Globo

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N este fim de semana completou-se um ano do trágico acidente envolvendo jovens da base no Centro de Treinamentos do Flamengo, o chamado Ninho do Urubu . Em meio a diversas homenagens e justas cobranças para que os culpados sejam identificados e punidos, aparece agora o súbito interesse das Organizações Globo neste episódio. Passou-se um ano desde o acidente no Ninho do Urubu e não se viu tamanha cobertura jornalística da Rede Globo sobre o incêndio em nenhum momento. Agora, há matérias no Jornal Nacional, no Esporte Espetacular, no Faustão e quem sabe mais onde esse assunto será tema especial daqui pra frente. Essa cobertura estranha me fez lembrar um outro episódio. Em 1989, nas vésperas da eleição presidencial, as Organizações Globo estavam em pleno horror pelo favoritismo de Lula e Brizola . E então, em questão de meses, colocaram todo seu aparato midiático a favor de um até então ilustre desconhecido governador de Alagoas, que tinha até seu próprio slogan marqueteiro: o...

Conflitos de classes nos hospitais públicos brasileiros

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N unca a imagem dos médicos esteve tão arranhada no Brasil. Nem tanto pela recente oposição desses profissionais à vinda de colegas estrangeiros ao país, para cobrir o enorme déficit de médicos pelo interior – onde se recusam a trabalhar, sob as mais variadas desculpas –, mas pelos inúmeros casos de frieza, descaso, faltas, fraudes em plantões, negligência e indiferença que vieram à tona por todos os lados – e que fizeram até o Ministério da Saúde dizer recentemente que era preciso “ humanizar ” os profissionais no trato com seus pacientes. No seu livro já bastante citado por aqui, A Ralé Brasileira – Quem é e como vive , o professor Jessé Souza abre espaço na segunda parte da obra aos autores colaboradores, como Lara Luna , doutoranda em Sociologia Política pela UENF, que traz casos reais daquilo que Jessé trata teoricamente na primeira parte do livro: as diferenças e preconceitos de classes que se refletem dentro das diversas instituições – aqui, no caso, nos hospitais público...

Estátua de bronze de 80 toneladas homenageia o soldado soviético em Rjev

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Monumento será inaugurado este ano na Rússia U ma história pouco conhecida dentre os heroicos combates soviéticos durante a Segunda Guerra Mundial, a Batalha de Rjev , que ceifou a vida de 1,1 milhão de soldados russos, vai ganhar um monumento em sua homenagem. Uma gigantesca estátua de bronze de 80 toneladas será inaugurada nas margens da rodovia que liga Moscou à Letônia. A Batalha de Rjev ocorreu na região entre 1942 e 1943, quando o Exército Vermelho partiu para a ofensiva para expulsar os invasores alemães que até então faziam um cerco nas portas de Moscou, conhecido como " moedor de carne de Rjev ", tamanho número de mortes de soldados que ocorreu em pouco tempo. Sem dúvidas, a inauguração de tamanho monumento faz parte da crescente nostalgia que abrange dois terços dos russos com relação à União Soviética. A queda do socialismo real naquele país se deu de forma abrupta, um movimento de bastidor que não contou com o apoio imediato da população no final do ...

Flávio Dino quer alianças com a centro-direita. O PT, quem diria, critica

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Flávio Dino, governador do Maranhão, quer alianças com a direita para 2020 F lávio Dino tem despontado no cenário nacional, primeiro, pelo feito nada desprezível de ter alcançado o governo do Estado no Maranhão ao derrotar o coronelismo da família Sarney ; e segundo, por suas políticas públicas dignas de admiração na área da Educação . No entanto, demonstrando as mesmas falhas filosóficas e conceituais dos velhos e novos líderes políticos de esquerda no Brasil, recusa as bandeiras decididamente de esquerda no país, preferindo defender práticas daquilo que se convencionou chamar de "velha política", a de alianças com o centro  (que não passa, na verdade, de uma direita dissimulada) e com a centro-direita . Esse processo ficou bastante claro a partir de 2003, quando Lula decidiu acabar com os sonhos de milhões de esquerdistas ao estender a mão a uma centro-direita derrotada peremptoriamente nas urnas, desmoralizada e jogada na lona do ringue, para com ela compor o g...

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