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Lázaro Barbosa morto e os direitos humanos

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Lázaro Barbosa e as buscas em Goiás O governador do Estado de Goiás acaba de antecipar a tão esperada prisão de Lázaro Barbosa .* Em instantes, a polícia deve conceder uma entrevista coletiva confirmando o fato. E agora? Vamos ver, antes de tudo, alguns detalhes dessa busca e como os Direitos Humanos se relacionam a este caso.  Os preconceitos de sempre Está em cartaz no streaming da Globo o documentário O Caso Evandro . Os episódios relatam desaparecimentos de crianças no Paraná no final dos anos 80 e início dos anos 90. Neles, é possível assistir o medo causado na região, a tentativa das polícias em encontrar o serial killer e a grande repercussão na mídia. Quase 30 anos depois, no chamado "Caso Lázaro", completados exatos 20 dias de buscas no dia de hoje, uma equipe de policiais conseguiu prender o assassino Lázaro Barbosa de Sousa no interior de Goiás.  Ambos os casos têm mais coincidências do que gostaríamos. Passado tanto tempo, esperávamos que certos preconceitos ...

O discurso que não foi discurso do Casemiro e o boicote que não aconteceu

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Após se esquivar de esclarecimentos, Casemiro virou herói T enho acompanhado, um tanto incrédulo, as manifestações de setores da sociedade brasileira — tanto os bolsominions raivosos e suas ameaças na internet quanto as celebrações insensatas dos liberais e até de setores da esquerda cirandeira — a respeito do possível boicote dos jogadores à Copa América.  Tanto o técnico da seleção brasileira, Tite , quanto os jogadores, não falaram abertamente sobre o assunto até agora, sob o pretexto de estarem concentrados nos jogos das Eliminatórias, prometendo uma declaração para depois do jogo do Paraguai, nesta terça.  Após uma entrevista evasiva do capitão da seleção, Casemiro , no fim do jogo contra o Equador nesta última sexta, diversos analistas, torcedores e o público de forma geral começaram a ter certeza absoluta, de forma inexplicável, de que os jogadores tinham tomado uma atitude política contra o presidente Jair Bolsonaro . Tinham certeza de que os atletas iriam boico...

2022, a eleição fácil mais difícil que a esquerda terá pela frente

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  Para quem os militares baterão continência em 2022?  A pandemia está longe de estar sob controle no Brasil. Ainda morrem centenas de pessoas todos os dias no nosso país, e segundo uma recente pesquisa divulgada, no ritmo atual, atravessaremos todo esse ano e mais o ano que vem sem que 80 por cento dos brasileiros estejam devidamente imunizados.  Mas, 2022 também é ano de eleição, e, neste cenário, como não poderia deixar de ser, as discussões que geralmente ocorrem em meados de abril do ano eleitoral, quando se definem as chapas, foram antecipadas para este momento crítico.  A conjuntura mostra alguns detalhes que nos ajudam a entender o que teremos pela frente. A princípio, a esquerda teria um caminho fácil para eleger um presidente da República. Pelo menos em teoria. Seria ainda mais tranquilo se PT e PDT não estivessem em lados irremediavelmente opostos, tendo dois dos três principais candidatos das pesquisas, Lula e Ciro Gomes .  Direita política chegará ...

Enzo Celulari, Felipe Neto e o consumo de carne no Brasil

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D eu o que falar a notícia de que o consumo de carne bovina no Brasil caiu a níveis de 1996, o ano em que o Conab ( Companhia Nacional de Abastecimento , órgão que oferece ao governo informações detalhadas sobre a produção agropecuária nacional, por meio de levantamentos de previsão de safras, de custos de produção e armazenagem, etc.) começou a série histórica.  Ano passado, a média de consumo de carne bovina por habitante foi de 26,4 kg, cerca de 14 por cento a menos do que no ano anterior. Alguns setores da população começaram a especular, de forma polêmica, sobre quais teriam sido os reais motivos desta queda. Dentre estes, o filho de Claudia Raia e Edson Celulari, Enzo , "empreendedor social", se destacou no twitter, ao considerar se a diminuição não era em decorrência de alguma suposta tendência lúcida do consumidor à causa vegana:  A partir de então deu-se a celeuma na internet. De um lado, aqueles que criticaram a falta de senso de realidade do filho dos atores fam...

Perguntas que eu gostaria de fazer a um oficial do exército brasileiro

O s militares brasileiros não poderiam ter escolhido um cenário pior para voltar a participar diretamente da política brasileira, desde o Golpe de 64 . E digo isso independentemente da pandemia cuja participação direta das Forças Armadas foi simplesmente desastrosa.  A imagem dos militares nunca foi de muito prestígio desde o fatídico Golpe, e muito disso é devido ao próprio comportamento da corporação. Suas atuações desde a redemocratização passaram de uma constrangida tutela à distância a uma participação cada vez mais hostil e militante desde que o PT chegou ao poder.  Como funcionários públicos que são, acredito que nos devam algumas explicações sobre alguns fatos que caracterizam essa atuação militar nos últimos anos, respostas que infelizmente jamais obtivemos de forma clara. Se eu pudesse, então faria as seguintes perguntas a algum oficial militar, na esperança de que ele pudesse me esclarecer algumas das dúvidas mais perturbadoras que eu tenho:  Em que se baseia t...

Quanto vale a vida no Brasil

Q uanto vale a vida de um escravo? Um escravo é um não-sujeito , um trabalhador compulsório, uma ferramenta que funciona em favor de terceiros, que pode ser trocada, descartada por outra ferramenta .  Até maio de 1888, uma pequena elite de colonizadores se utilizou dessas "ferramentas" para prosperar no Brasil, um mero objeto descartável com uma média de duração de 7 anos, que podia ser substituída no mercado por outra, indefinidamente.  Até que, aos poucos, o sistema econômico mundial foi modificando, a escravidão já não era tão vantajosa assim, de modo que o trabalho assalariado se tornou a forma de trabalho predominante, e hoje, teoricamente , substituiu o trabalho compulsório.  O Brasil teve a sua abolição tardia da escravidão, de maneira que ainda não é possível vencer a força de mais de 300 anos de trabalho escravo na mentalidade das elites neste país, cujas raízes profundas estão nas fundações da nossa sociedade até hoje. A segunda grande iniquidade contra os ex-es...

Churrascão das Forças Armadas e o Brasil saqueado

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F arinha pouca, meu pirão primeiro. Com este singelo ditado popular, podemos resumir perfeitamente a atitude das classes dominantes, representadas em diversos setores das instituições nacionais, quando a crise econômica ameaça colocar em risco seus privilégios históricos.   Temos um exemplo bem recente para ilustrar (calma que ainda não é o das Forças Armadas).  A ingênua "conciliação de classes" do PT Os governos do PT se sustentaram numa espécie de pacto de classes, que funcionou muito bem enquanto a economia pujante permitiu que Lula , e depois Dilma , pudessem promover um tímido programa de distribuição de renda aos mais pobres, enquanto mantinham intocados os privilégios dos ricos. Mas bastou a crise atingir as finanças do país para que estas mesmas classes dominantes rompessem o pacto, derrubassem o governo sem o menor pudor, para instaurar medidas de austeridade que visassem frear a ação do governo no tocante à ascensão dos mais pobres. Era preciso resguardar suas...

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