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Mercado livre só pros outros: por que o Brescia conseguiu levar Batotelli

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Mesmo com menor poder financeiro, Brescia vence disputa com Flamengo e leva Mario Balotelli R ecentemente, o Clube de Regatas do Flamengo chamou a atenção do mercado internacional de negociação de jogadores pela sua grande capacidade de investimento. Depois de fazer algumas grandes contratações no mercado interno, como do uruguaio De Arrascaeta e do zagueiro Rodrigo Caio , pagou alguns milhões de euros para repatriar jovens jogadores como Vitinho e Gerson  direto da Europa. Mas a capacidade de contratar do rubro-negro foi ainda mais longe, a ponto de negociar recentemente a vinda da estrela do futebol internacional Mario Balotelli . No entanto, apesar de ter a melhor oferta do rubro-negro carioca, o jogador decidiu ir jogar no modesto Brescia da Itália, ganhando apenas 30 por cento do que ganharia no clube carioca. A princípio, questões pessoais foram dadas como justificativa pela escolha do jogador, como por exemplo, voltar à cidade onde cresceu, o que seria compr...

Guia prático do posicionamento político

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T em circulado nas redes sociais um interessante e controverso " meme ", definindo, aparentemente de forma irônica, mas certamente crítica, os posicionamentos políticos mais relevantes no Brasil. Muitas pessoas não acreditam que seja dessa forma, que é apenas uma postagem tendenciosa de algum militante da esquerda. Mas o meme, de fato, reflete exatamente a realidade. Vejamos. Por que ser de centro é ser de direita Primeiro, o que é ser " de direita "? Poucas pessoas costumavam se referir a si mesmos como de "direita" até recentemente. Afinal, além de ter uma carga pejorativa desde há muito tempo, por conta de estar atrelada a uma tendência reacionária a qualquer tipo de mudança na ordem social, piorou muito com o advento da ditadura militar no Brasil (de direita, com todos os seus crimes e autoritarismos assassinos no período). Poucas pessoas gostariam de assumir esse fardo, e portanto, era mais sutil se dizerem "de centro". A def...

O perigoso evangelismo xiita brasileiro

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Por que as seitas neopentecostais no Brasil são tão xiitas? Por que os evangélicos flertam com tanta alegria com a extrema-direita? Essas são perguntas nada fáceis de responder. M as suas consequências nefandas são bastantes claras. Para alguns setores da esquerda brasileira, o campo progressista perdeu terreno no momento em que abandonou as demandas mais urgentes da população carente — " terras devolutas ", por assim dizer, que foram ocupadas pelos pastores evangélicos . Até aí nenhum problema em princípio. Mas... o trabalho que estes pastores têm feito, para além do assistencialismo imediato, é afastar a população de uma verdadeira emancipação social. As igrejas evangélicas, em sua esmagadora maioria, funcionam pelo viés da ideologia da direita política. O conservadorismo implícito, inerente, inato, em todas as religiões, que na verdade define a sua razão de existir, cumpre um papel tão bem feito, que faz os pobres e miseráveis defenderem posições políticas que só ben...

O cinismo de Sérgio Moro

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O costume de juízes participarem das investigações é um ato isolado de Moro ou uma prática normal na justiça, como ele disse?  N ão sei se o cinismo , que os gregos antigos definiam como "a busca de uma vida simples e natural através de um completo desprezo por comodidades, riquezas, apegos, convenções sociais e pudores", mas que o mundo moderno traduziu como "atitude ou caráter de pessoa que revela descaso pelas convenções sociais e pela moral vigente ", é inata ou pode ser adquirida. O fato é que Sérgio Moro o tem de sobra. Ontem assisti pedaços de seu depoimento na Comissão de Constituição e Justiça — não todo, pois muitas das questões o inquirido recusou-se a responder objetivamente, sendo então repetidas várias vezes, e várias vezes ele teve respostas dissimuladas. Mas algumas de suas afirmações chamaram atenção. Umas delas foi quando disse jamais ter vazado escutas ilegais durante a Lava Jato . Afirmou que o vazamento da conversa entre Lula e Dilma em 2...

Os protestos de junho de 2013 e os de 2019. Lições que devem ser aprendidas

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Em 2013, o movimento do Passe Livre acabou perdendo as rédeas dos protestos por conta da aposta na horizontalidade da direção. Esse erro não pode ser repetido E u sou a prova viva de que, para se compreender um fenômeno social, é preciso haver um distanciamento do objeto de análise, para que se possa enxergar detalhes que não eram acessíveis, ou perceptíveis, no calor dos acontecimentos. No caso da história, o distanciamento é temporal. Em 2013 eu participei, no Rio de Janeiro, das chamadas Jornadas de Junho , aquela série de protestos que colocaram milhões de pessoas nas ruas do país, e que, até hoje, os analistas se desdobram para entender. Na época eu pensava estar participando de um protesto popular contra o aumento das passagens de ônibus na cidade que houvera mudado espontaneamente para um protesto mais amplo, nacional. Mas eu estava redondamente enganado. Apesar do relativamente curto espaço de tempo que se passou desde então, já é possível fazer, como fizera muito be...

Elites capazes de destruir um país para manter seus privilégios

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Nesta "Belíndia" chamada Brasil, autossabotagem e destruição em favor de uma minoria de privilegiados R ecentemente, o presidente Jair Bolsonaro deu com a língua nos dentes num programa de rádio e revelou a todo o país uma das alianças mais espúrias de que se tem notícia dos últimos tempos: o juiz Sérgio Moro, responsável direto pela condenação questionável do ex-presidente Lula — impedindo a  um candidato favorito o direito de se candidatar e consequentemente vencer a eleição — aceitou o cargo de ministro no governo que ele indiretamente ajudou a eleger, sob a condição de ser nomeado para o Supremo Tribunal Federal (STF). Ver um homem que foi idolatrado por ser uma espécie não de juiz, mas de justiceiro contra corruptos, ao lado de um presidente atolado em suspeitas de mal feitos na política, junto com seus filhos e de vários membros do governo, não deveria surpreender ninguém. A política é tradicionalmente o fórum das elites, e todos eles têm missões a cumprir em n...

O problema não é Bolsonaro. É o capitalismo

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Bolsonaro é apenas o gerente da vez do capital. Por trás do seu governo desastroso, existem interesses claros de desmanche do Estado e de direitos dos trabalhadores É verdade, o Brasil tem passado pelo maior desafio da sua história republicana. Jamais um presidente foi tão descaradamente atuante em favor dos preceitos do mercado capitalista — e, claro, dos homens poderosos de carne e osso por trás desse conceito abstrato — como o Sr. Jair Messias Bolsonaro. Bolsonaro e seu superministro Paulo Guedes têm uma missão clara a cumprir: promover o desmonte total do insuficiente Estado brasileiro, sob as mais diversas cortinas de fumaça como alegação: desde a velha falácia da corrupção, passando por uma suposta doutrinação marxista que contamina as instituições. O que esses agentes do capitalismo nacional e internacional estão fazendo é levar às raias inauditas do extremismo uma situação corriqueira neste gigante país, que não se desfaz de suas amarras coloniais. Sem contar a Primei...

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