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Amazônia, Forças Armadas e youtubers "nacionalistas"

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  Operações como esta sofrem com falta de recursos do governo federal O desaparecimento do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira , na semana passada, escancarou o abandono do governo no seu papel de fiscalizar ilegalidades que ocorrem frequentemente na Amazônia.  Ambos os ativistas estão desaparecidos numa região conhecida como uma das mais perigosas da selva, rota de entrada e saída de drogas e de garimpo ilegal em terras indígenas. Bruno Pereira é funcionário do Ibama e pediu licença do cargo depois de ser afastado, ao denunciar a invasão de terras indígenas por parte de garimpeiros ilegais.  As reportagens sobre o assunto têm demonstrado o resultado do desinvestimento na fiscalização por parte do governo federal, o que levou ao aumento dos crimes e devastação da floresta, dando pretextos para que entidades internacionais voltem a colocar em xeque a gestão da floresta por parte do Brasil.  A soberania brasileira sobre a Amazônia é uma ques...

Monark e os riscos do liberalismo levado às ultimas consequências

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  Monark era apresentador do Flow podcast A fala do podcaster e youtuber Bruno Aiub, mais conhecido como Monark , no último episódio do Flow (recentemente retirado do ar), defendendo o direito dos nazistas se organizarem num partido legalizado no Brasil teve repercussão negativa gigantesca em diversas parcelas da sociedade. Seu comentário custou a perda de diversos patrocinadores, o pedido para que diversas entrevistas fossem retiradas do ar pelos próprios entrevistados e o seu próprio desligamento do programa.  Monark quis exercer uma espécie de liberdade incondicional e inconsequente , ao emitir uma opinião esperando que não houvessem maiores consequências. Afinal, como autodefinido ancap que é, acredita que qualquer tipo de cerceamento de liberdade de opinião é uma interferência indevida de algum órgão controlador do Estado malvado sobre o indivíduo e suas supostas prerrogativas legais.  Prerrogativas de liberdade absoluta que ele acredita piamente ─ conforme já de...

PL da Bala Solta: as esquerdas devem ser contra?

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fonte: pragmatismo politico   A discussão sobre como o Brasil deve regulamentar o porte de armas de fogo e munição para civis tem estado presente, com mais frequência, desde pelo pelos 2003, quando tem início a campanha pelo desarmamento. Naquela ocasião, o esforço resultou na entrega voluntária de quase quatro milhões e meio de armas de fogo pela população, que foram destruídas pelo Exército.  Em 2005, no embalo deste movimento, realizou-se o referendo das armas de fogo, onde seria perguntado ao cidadão se ele era a favor ou contra o comércio de armas de fogo no Brasil, questão referente ao artigo 35 do estatuto do desarmamento. E a partir daí, criou-se uma confusão que os defensores do porte de armas e munições no Brasil vêm se aproveitando para emplacar o lobby da bala no país.  O resultado final foi de 59.109.265 votos "não", ou seja, contra a proibição do comércio de armas e munições (63,94%), enquanto 33.333.045 votaram pelo "sim" (36,06%). Como consequência...

Moro está nu!

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  E xiste uma antiga fábula, adaptada pelo escritor dinamarquês Hans Christian Andersen em meados do século XIX, que fala sobre um falso alfaiate que produziu uma roupa especial para o rei, que só os inteligentes poderiam ver.  Durante algum tempo, o alfaiate fingia trabalhar em seu ateliê num tecido que obviamente não existia, e as pessoas, admiradas com os movimentos do artesão no ar, fingiam ver pela janela o tecido ser cortado, costurado, arrumado, para não parecerem estúpidas aos olhos dos outros.  Até que, um dia, o ansioso rei fez uma visita ao ateliê para ver a tal roupa especial de uma vez. Diante de um balcão vazio, o rei exclamou " que lindas vestes ", com medo de parecer idiota diante de seus súditos. Foi então que marcou um desfile real para que todos pudessem admirar sua nova vestimenta.  Durante o evento, uma criança inocente exclamou " o rei está nu! ", e diante da sinceridade pueril do pirralho, de pouco em pouco todos passaram a admitir que não via...

A Casa de Papel, opinião pública e a perigosa destruição de reputações

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  "Berlim", o líder dos sequestradores na casa da moeda A Casa de Papel voltou a ser assunto nesta semana, por conta da exibição dos últimos episódios da última temporada na Netflix , que encerrou uma das mais bem sucedidas séries do streaming . Aproveitando isso e o fato de eu estar assistindo esse fenômeno de popularidade pela primeira vez, com atraso, eu venho trazer uma discussão: qual o limite de uma autoridade pública mentir deliberadamente para conseguir algum suposto benefício do bem comum?  O tópico em questão foi inspirado num evento ocorrido no oitavo episódio (a partir de 24:09) da primeira temporada. Naquela ocasião, os investigadores e a equipe policial tinham acabado de descobrir a identidade de um dos líderes dos assaltantes-sequestradores, que usava o codinome Berlim.   A partir daí, a negociadora da polícia, Raquel, decidiu que usaria a imprensa para jogar a opinião pública contra os delinquentes, vazando a ficha criminosa do " excêntrico " Berlim...

Devemos nos preocupar com o futuro que os nerds estão criando para nós?

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  C omo será o mundo agora que os nerds parecem ter tomado o lugar dos brutamontes na história?  Desde que o primeiro hominídeo pegou um osso alongado de alguma caça e percebeu que poderia transformar aquele objeto em arma, que nós vivemos sob a influência da agressividade , do medo e da guerra nas relações humanas. Civilizações inteiras foram criadas com base nessas premissas, onde os valores pessoais relacionados a estas características foram enfatizados. Eram conceitos que fizeram o homem, mais equipado para este tipo de sociedade, suplantar a sensibilidade e a intuição femininas como ideais a serem resguardados.  Com isso, extrapolando-se da mera relação interpessoal, a lei do mais forte passou dos clãs às tribos, das tribos às aldeias, das aldeias às cidades, e das cidades aos estados modernos, mantendo-se o permanente estado de rivalidade, agressividade e animosidade contra os vizinhos. Nem sequer o Iluminismo e o liberalismo burguês , no século XVIII, com suas ...

Nomeação de André Mendonça deveria preocupar Lula

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Aliados de outrora, evangélicos foram apoiadores do golpe no Congresso J air Messias prometeu e cumpriu. E também comemorou nas redes sociais o que considerou uma vitória pessoal. Emplacou o seu ministro " terrivelmente evangélico " dentro do Supremo Tribunal Federal . Quais as consequências disso para o Brasil, e especialmente para um possível novo mandato de Lula , a partir de 2023?  Há muitas coisas a se considerar nesta nomeação de André Mendonça para o STF.  Antes de mais nada, deveria um presidente da República nomear ministros do Supremo Tribunal Federal?  Existe uma formalidade chamada sabatina que ocorre no Senado, onde o candidato à vaga no STF precisa responder uma série de questões para ser aprovado. No entanto, sabemos que aquilo não passa de mera encenação. Desde 1894 todos os postulantes ao cargo foram aprovados . Somente cinco não foram até hoje , todos neste mesmo ano de 1894. Isto quer dizer que há 127 anos o presidente da República nomeia tranquilament...

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